quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Vilar de Perdizes canta e encanta

 

                             https://pt.calameo.com/read/005887431b63125a5b389

Acaba de sair o Notícias do Barroso que pode ser consulado na íntegra AQUI. Dele destacamos o artigo de Barroso da Fonte que segue:



    Por   BARROSO da FONTE


Deolinda Morais da Silva é uma barrosã que nasceu em Vilar de Perdizes, completou o ensino secundário em Chaves, aos dezoito anos e deu um salto para Angola, regressou na turbulência da «descolonização exemplar» e no regresso foi chefe dos serviços administrativos na Escola EB de Ribeirão (Famalicão) cerca de 30anos.

Aí foi acarinhada, distinguida e lançou, sempre com grande sucesso, alguns livros, da boa meia dúzia que já escreveu e publicou. Em Ribeirão foi presidente, até2007, da Cruz Vermelha, funções que retomou em Montalegre, quando já aposentada e radicada, de novo, em Vilar de Perdizes.

Em 2013 foi eleita Presidente da Associação de Defesa do Património de Vilar de Perdizes. Entretanto, envolveu-se na política, como presidente da Assembleia de Freguesia e deputada municipal, entre 2005 e 2009. Quando já merecia uma distinção municipal e alguma parança, voltou-se mais a sério para a escrita. E a sua Terra Natal que foi sempre carregada de história, fez ver aos morgados, fidalgos e bordonhos e catedráticos como se pode pôr esta freguesia de bruxas, cartomantes e curandeiros a cantar: fechou o ano do Covid-19, publicando a recolha do cancioneiro popular. Como se pode ver nestas 222 páginas, até o meu condiscípulo de Seminário, Dr. Altino Moreira

Cardoso, pôs todo o seu saber, a ponto de a autora lhe exarar um merecido reconhecimento nap.221.

O povo diz que quem canta seus males espanta. E os linguistas confirmam que o povo é o mestre da Língua. Ora, se tristezas não pagam dívidas, nem geram impostos, vamos cantando e rindo porque o tempo de pandemia tomou conta da humanidade. E mais vale cantar do que chorar.

«Asas do Vento» e «Lagrimas de Solidão», com o pseudónimo de Sónia Guerreiro; um romance: «Pegadas que ficam», com prefácio do Padre Fontes; e, no mesmo ano, mais um livro, patrocinado pela Cruz Vermelha Portuguesa: «A Voz que nos chama», com prefácio do Delegado Regional da CV, Armando Moreira. Esse recanto nortenho do sopé da serra do Larouco, fronteira entre Portugal e Espanha precisava deu ma monografia.

A pandemia criou muitos transtornos a todos os viventes, nomeadamente aos gráficos, aos autores e artistas em geral. Não fora este grande sarilho e estaríamos a desenvolver hoje, nesta nota de leitura a mais surpreendente obra de Deolinda Silva: A Monografia de Vilar de Perdizes.

Esta obra de mais de 400 páginas, foi daquelas que mais trabalho deu à Autora e, mais atribulações proporcionou à impressão. Penso que sairá a luz do dia no primeiro semestre de 2021,sem qualquer mais algum percalço.

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“Revista 9 séculos” com cheiro às Terras de Barroso. Em Junho de 2020 apareceu nos quiosques urbanos uma nova revista, essencialmente cultural que se propõe pugnar pela cultura Portuguesa, mormente as áreas da história e da Lusofonia. Com sede em Guimarães, pretende cumprir três objetivos essenciais: corrigir erros graves na cronologia da História de Portugal, fixar datas que a tradição consagrou e que o mercantilismo saloio teima em ocultar e, finalmente, a comemoração, em 5 de Maio de cada ano, a data mundial da Língua Portuguesa.

O aparecimento dessa publicação semestral surpreendeu a cidade e, pelo caráter discreto, todos quantos receberam, pelo correio, esse projeto comunicacional.

Em fins de Dezembro, reapareceu o número 2, igualmente diversificado e atrativo, com um corpo de colaboradores do melhor que o país tem. Tão gratificante aparecimento, num ano sombrio e funéreo, foi a corajosa saída do Barrosão Mário André Veríssimo, com 30 anos de docência universitária:- eu assumo os encargos dessa revista. E a anuência foi imediata e categórica.

Este barrosão nasceu em Peireses, em 2 de Janeiro de 1961. Escrevo esta nota precisamente no início do ano em que completa60 de idade. Deixo aqui um testamento de fé: se eu ainda tiver mais meia dúzia de anos de vida, lúcida e fluente, prometo passar a livro a vida deste filósofo que cedo acompanhou os pais e as irmãs, para Angola, de onde regressaram nos agitados tempos da descolonização exemplar.

Tentarei provar as capacidades semânticas do silogismo «do melhor e do pior» numa aldeia como Peireses, onde meu avô paterno, Domingos Alves Pires, nasceu. Nunca cheguei a conhecê-lo, nem seu filho (meu Pai), porque «enganou» a minha avó; e, para não ter de casar com ela, ou cumprir 25 anos de cadeia, entendeu fugir para os Estados Unidos, de onde nunca mais voltou.

Sou do sangue deste cidadão que, agora, conheceu as minhas dificuldades financeiras, para manter esta revista com a qualidade científica e técnica para ser a primeira voz audível, em todos os recantos da CPLP, em 5de Maio de cada ano.

É uma data consagrada pela UNESCO. E Guimarães, que é acidade berço da nacionalidade Portuguesa deverá ser berçário de todos aqueles que falam a Língua que nos identifica.

Que mais irá acontecer-nos?

Faz agora um ano que o planeta foi invadido, de lés-a-lés, pelo Covid-19. Em vez de termos razões para celebrar um século de paz social e cívica, desde a peste Espanhola, uma pandemia com idêntica agressividade nos bateu à porta, dizimando, a torto e a direito, obrigando a rotinas que como aconselham os governantes e gestores a usar o bom senso, acima dos interesses partidários.

É evidente que os governantes atuais não tiveram culpa de que oCOVID-19 invadisse o território Português. Mas prestaram-se a papéis espúrios que em nada convergiram para a harmonização do ambiente que o país viveu ao longo do ano.

Todos nós sofremos, direta ou indiretamente, com os ziguezagues políticos. E houve muitos e caricatos. Desde as famosas golas inflamáveis, à distribuição dos ventiladores; desde as expetativas quer no Natal, quer no ano Novo; desde os prémios aos primeiros profissionais de saúde, à decisão do Ministro da Defesa, em vacinar, em primeiro lugar, os militares que prestam serviço no estrangeiro.

Tão caricata opção em salvar vidas lá fora, em detrimento dos milhões que vivem cá dentro, deixando morrer os velhos combatentes é cínica. É uma afronta à geração que garantiu segurança na formação daqueles que ocupam hoje os cargos e que nem sabem manter-se em sentido, num qualquer desfile de parada militar. Eu e muitos milhares de cidadãos que sofremos hoje as consequências da guerra de ontem, abjuro um ministro que vai ao estrangeiro declarar tão disparatada afronta contra os desprezados Combatentes. É por essas e por outras que os partidos políticos se reproduzem como cogumelos, à direita e à esquerda.

Por último deixo este reparo que se passou com um cidadão estrangeiro que, a partir de Barcelona, chegou ao Porto, dia18. Entrou no país real para visitar uma Universidade do interior. Na chegada nenhum obstáculo, a pensar que assim seria no regresso. Pretendeu regressara Barcelona, no Sábado. Só aí lhe disseram que teria de levar o documento da sanidade. Correu todo o aeroporto pensando que poderia aí obter esse documento, ou alguma informação sobre isso.

Nada. O casal português que o levara ao aeroporto correu o Porto, Matosinhos e zona Urbana. Nem públicos nem privados. Souberam que no Jumbo, em Guimarães, funcionava um ao sábado.

Pernoitaram aí e nessa manhã, realizaram o teste que poderia levar 24 horas a ser entregue.

Apenas chegou o resultado cerca das 15 h dia 20. Cruzaram-se com diversas pessoas nesse espaço que andaram às apalpadelas.

Inacreditável! O estrangeiro que vinha a Portugal onde pensava investir, regressou desiludido. É este o país temos!

2 comentários:

  1. INVEJA!!- BARROSO DA FONTE É UM GRANDE JORNALISTA, POETA,PROSADOR, HUMANISTA, GENEROSO, INTELIGENTE,INTEGRO, TRABALHADOR, PERFECCIONISTA, ORIGINAL E, UM GRANDE "RANGER" - GUERREIRO..., - APARECE SEMPRE COM SURPRESAS CULTURAIS, DE SE LHES TIRAR O "CHAPÉU!
    CAUSA IMENSA DOR DE COTOVELO.

    É UM ORGULHO PARA TRÁS-OS-MONTES, BARROSO E PORTUGAL INTEIRO E ARREDORES ...

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  2. Como o cavalheiro da "Mensagens net" não percebeu que este espaço é um espaço de liberdade, mas com respeito pelo outro, e a critica é para ser argumentada, tivemos que fazer o que deviamos ter feito logo: eliminar o seu comentário. Longa vida para Barroso da Fonte.

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