Acaba de sair o Notícias do Barroso que pode ser consulado na íntegra AQUI. Dele destacamos o artigo de Barroso da Fonte que segue:
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Deolinda
Morais da Silva é uma barrosã que nasceu em Vilar de Perdizes, completou o ensino
secundário em Chaves, aos dezoito anos e deu um salto para Angola, regressou na
turbulência da «descolonização exemplar» e no regresso foi chefe dos serviços
administrativos na Escola EB de Ribeirão (Famalicão) cerca de 30anos.
Aí foi
acarinhada, distinguida e lançou, sempre com grande sucesso, alguns livros, da
boa meia dúzia que já escreveu e publicou. Em Ribeirão foi presidente, até2007,
da Cruz Vermelha, funções que retomou em Montalegre, quando já aposentada e
radicada, de novo, em Vilar de Perdizes.
Em 2013
foi eleita Presidente da Associação de Defesa do Património de Vilar de
Perdizes. Entretanto, envolveu-se na política, como presidente da Assembleia de
Freguesia e deputada municipal, entre 2005 e 2009. Quando já merecia uma
distinção municipal e alguma parança, voltou-se mais a sério para a escrita. E
a sua Terra Natal que foi sempre carregada de história, fez ver aos morgados,
fidalgos e bordonhos e catedráticos como se pode pôr esta freguesia de bruxas,
cartomantes e curandeiros a cantar: fechou o ano do Covid-19, publicando a
recolha do cancioneiro popular. Como se pode ver nestas 222 páginas, até o meu
condiscípulo de Seminário, Dr. Altino Moreira
Cardoso,
pôs todo o seu saber, a ponto de a autora lhe exarar um merecido reconhecimento
nap.221.
O povo diz que quem canta seus males espanta. E os linguistas confirmam que o povo é o mestre da Língua. Ora, se tristezas não pagam dívidas, nem geram impostos, vamos cantando e rindo porque o tempo de pandemia tomou conta da humanidade. E mais vale cantar do que chorar.
«Asas do
Vento» e «Lagrimas de Solidão», com o pseudónimo de Sónia Guerreiro; um
romance: «Pegadas que ficam», com prefácio do Padre Fontes; e, no mesmo ano,
mais um livro, patrocinado pela Cruz Vermelha Portuguesa: «A Voz que nos
chama», com prefácio do Delegado Regional da CV, Armando Moreira. Esse recanto
nortenho do sopé da serra do Larouco, fronteira entre Portugal e Espanha
precisava deu ma monografia.
A
pandemia criou muitos transtornos a todos os viventes, nomeadamente aos
gráficos, aos autores e artistas em geral. Não fora este grande sarilho e
estaríamos a desenvolver hoje, nesta nota de leitura a mais surpreendente obra de
Deolinda Silva: A Monografia de Vilar de Perdizes.
Esta obra
de mais de 400 páginas, foi daquelas que mais trabalho deu à Autora e, mais atribulações
proporcionou à impressão. Penso que sairá a luz do dia no primeiro semestre de 2021,sem
qualquer mais algum percalço.
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Sede da Redação: Av. de S. Gonçalo, 1180 -R/C Dt 4810-527 Guimarães Telf: 253412319 – Telm: 919632633 Email: revista9seculos@gmail.com |
O
aparecimento dessa publicação semestral surpreendeu a cidade e, pelo caráter
discreto, todos quantos receberam, pelo correio, esse projeto comunicacional.
Este
barrosão nasceu em Peireses, em 2 de Janeiro de 1961. Escrevo esta nota
precisamente no início do ano em que completa60 de idade. Deixo aqui um testamento
de fé: se eu ainda tiver mais meia dúzia de anos de vida, lúcida e fluente,
prometo passar a livro a vida deste filósofo que cedo acompanhou os pais e as
irmãs, para Angola, de onde regressaram nos agitados tempos da descolonização
exemplar.
Tentarei
provar as capacidades semânticas do silogismo «do melhor e do pior» numa aldeia
como Peireses, onde meu avô paterno, Domingos Alves Pires, nasceu. Nunca
cheguei a conhecê-lo, nem seu filho (meu Pai), porque «enganou» a minha avó; e,
para não ter de casar com ela, ou cumprir 25 anos de cadeia, entendeu fugir
para os Estados Unidos, de onde nunca mais voltou.
Sou do
sangue deste cidadão que, agora, conheceu as minhas dificuldades financeiras,
para manter esta revista com a qualidade científica e técnica para ser a
primeira voz audível, em todos os recantos da CPLP, em 5de Maio de cada ano.
É uma
data consagrada pela UNESCO. E Guimarães, que é acidade berço da nacionalidade Portuguesa
deverá ser berçário de todos aqueles que falam a Língua que nos identifica.
Que mais irá acontecer-nos?
Faz agora
um ano que o planeta foi invadido, de lés-a-lés, pelo Covid-19. Em vez de
termos razões para celebrar um século de paz social e cívica, desde a peste Espanhola,
uma pandemia com idêntica agressividade nos bateu à porta, dizimando, a torto e
a direito, obrigando a rotinas que como aconselham os governantes e gestores a
usar o bom senso, acima dos interesses partidários.
É
evidente que os governantes atuais não tiveram culpa de que oCOVID-19 invadisse
o território Português. Mas prestaram-se a papéis espúrios que em nada convergiram
para a harmonização do ambiente que o país viveu ao longo do ano.
Todos nós
sofremos, direta ou indiretamente, com os ziguezagues políticos. E houve muitos
e caricatos. Desde as famosas golas inflamáveis, à distribuição dos ventiladores;
desde as expetativas quer no Natal, quer no ano Novo; desde os prémios aos
primeiros profissionais de saúde, à decisão do Ministro da Defesa, em vacinar, em
primeiro lugar, os militares que prestam serviço no estrangeiro.
Tão
caricata opção em salvar vidas lá fora, em detrimento dos milhões que vivem cá
dentro, deixando morrer os velhos combatentes é cínica. É uma afronta à geração
que garantiu segurança na formação daqueles que ocupam hoje os cargos e que nem
sabem manter-se em sentido, num qualquer desfile de parada militar. Eu e muitos
milhares de cidadãos que sofremos hoje as consequências da guerra de ontem,
abjuro um ministro que vai ao estrangeiro declarar tão disparatada afronta
contra os desprezados Combatentes. É por essas e por outras que os partidos políticos
se reproduzem como cogumelos, à direita e à esquerda.
Por último deixo este reparo que se passou com um cidadão estrangeiro que, a partir de Barcelona, chegou ao Porto, dia18. Entrou no país real para visitar uma Universidade do interior. Na chegada nenhum obstáculo, a pensar que assim seria no regresso. Pretendeu regressara Barcelona, no Sábado. Só aí lhe disseram que teria de levar o documento da sanidade. Correu todo o aeroporto pensando que poderia aí obter esse documento, ou alguma informação sobre isso.
Nada. O
casal português que o levara ao aeroporto correu o Porto, Matosinhos e zona
Urbana. Nem públicos nem privados. Souberam que no Jumbo, em Guimarães, funcionava
um ao sábado.
Pernoitaram
aí e nessa manhã, realizaram o teste que poderia levar 24 horas a ser entregue.
Apenas
chegou o resultado cerca das 15 h dia 20. Cruzaram-se com diversas pessoas
nesse espaço que andaram às apalpadelas.
Inacreditável!
O estrangeiro que vinha a Portugal onde pensava investir, regressou desiludido.
É este o país temos!




INVEJA!!- BARROSO DA FONTE É UM GRANDE JORNALISTA, POETA,PROSADOR, HUMANISTA, GENEROSO, INTELIGENTE,INTEGRO, TRABALHADOR, PERFECCIONISTA, ORIGINAL E, UM GRANDE "RANGER" - GUERREIRO..., - APARECE SEMPRE COM SURPRESAS CULTURAIS, DE SE LHES TIRAR O "CHAPÉU!
ResponderEliminarCAUSA IMENSA DOR DE COTOVELO.
É UM ORGULHO PARA TRÁS-OS-MONTES, BARROSO E PORTUGAL INTEIRO E ARREDORES ...
Como o cavalheiro da "Mensagens net" não percebeu que este espaço é um espaço de liberdade, mas com respeito pelo outro, e a critica é para ser argumentada, tivemos que fazer o que deviamos ter feito logo: eliminar o seu comentário. Longa vida para Barroso da Fonte.
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