Abordado
o sumo, vamos à grainha. Num país decente, este governo nepotista há muito que
tinha sido pressionado a demitir-se. Para o País foi o pior que poderia ter
acontecido numa situação destas: ser “governado” por esta gente!
As
escolas nunca deviam ter aberto nas condições que abriram em Setembro. Mas
abriram sorrateiramente com o conluio das seitas e da imprensa. Sujeitos à
prepotência fascista de Costa e acólitos, funcionários e professores foram
obrigados a apresentar-se ao serviço. Com o mesmo número de alunos por turma
(30), com os mesmos horários, com os mesmos conteúdos, em condições escabrosas
de trabalho triplicado, sujeitos a um cansaço duplicado com a utilização de
máscaras num contexto anormal.
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| Lista atualizada às 17 horasde 18 de dezembro com 1071 escolas/AE |
O número de alunos e de turmas em quarentena (sempre aldrabado pela tutela) é hoje mais ou menos conhecido, com os dados avançados por certas associações sindicais. Em Lisboa existiam cerca de 39 mil alunos em quarentena, em Viseu o município foi obrigado a encerrar 100 turmas, em Campo Maior, 22, em Mafra e em Ponte da Barca a mesma coisa, e aquilo que se virá a conhecer nestes próximos 15 dias.
Entretanto, o dr. Costa, o seu ministro de educação, acólitos e hipócritas, que resumem a coisa a 60 surtos, ainda não apresentaram a lista de Covid 19 nas escolas, e as medidas accionadas por cada Agrupamento, a que foram obrigados por sentença do Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa a 22 de Dezembro !...
Esta
gente não aprendeu nada com a primeira vaga (porque não sabe nada de História).
Sabem como foi controlada a peste Antonina (168-189 d.C.)? Não sabem? Estudem
…Os especialistas sabem. Se não querem estudar, perguntem-lhes.
Mais,
ninguém culto percebe o dramatismo do dr. Costa e do seu ministro da educação
(e acólitos) sobre os danos no processo de desenvolvimento e das aprendizagens
das crianças se o ensino não for presencial! E, sobretudo, das desigualdades! Os miúdos carenciados estão sinalizados, e se não estão deviam estar. Se estão, é fácil incluí-los. Se não se incluem é porque quem está nos cargos não devia estar.
É óbvio
que qualquer tipo decente sabe muito bem que o ensino presencial é outra coisa
nessa conversa fiada das aprendizagens. Mas não é demais perguntar a esses
propagandistas se tiveram isso em conta numa situação normal, antes da
pandemia? Claro que nunca tiveram, porque para isso que dizem, para essa lengalenga,
o essencial é a disciplina! Alguma vez se preocuparam com isso? Nunca. Nem
antes, nem depois. A primeira normativa que deveriam enviar para as escolas
neste caso era disciplinar os alunos. Não o fizeram nem o farão. Portanto,
deixem-se de aldrabices e façam o que têm que fazer.
Uma coisa
é certa (apesar de os acólitos já estarem a agir em artigos de opinião e no
komentariado), preparem o ensino á distância porque a coisa não está para
brincadeiras. E daqui a 15 dias não irá haver abertura das escolas de forma
sorrateira e prepotente, para bem de todos, sobretudo dos alunos!
É bem pior, em termos sociais, fechar restaurantes (que seguem as regras), supermercados e por aí adiante, do que fechar as escolas com ensino á distância. Fechar as escolas dois ou três meses, ou mais, não representa nada em termos de geração. Estes idiotas que nada sabem de História, se fossem sérios e dignos dos cargos que representam saberiam que na Segunda Guerra Mundial, as crianças polacas estiveram cerca de seis anos sem aulas, e não foi por isso que não deixaram de ser o que são. Em termos de desenvolvimento superam os portugueses em quilómetros. E, se tivessem alguma memória, saberiam o que se passou em Portugal durante os seis anos que se seguiram ao 25 de Abril. Houve alunos que estiveram anos sem aulas a determinadas disciplinas, e noutras foram os seus colegas que lhe as deram. Mas sobre isto ficamos por aqui.




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