sábado, 3 de outubro de 2020

A Descolonização da Guiné-Bissau e o Movimento dos Capitães

 

"A mata de Massangó fica junto de Cameconde. Lá se guardaram as peças sagradas da arte do fanado nalu, que deixaram de se fazer e usar porque a islamização crescente da etnia assim o determinou. O culto islâmico proíbe a figuração. Talvez até já tenham sido destruídas!".


Jorge Sales Golias, in:A Descolonização da Guiné-Bissau e o Movimento dos Capitães, Colibri, 2016, p. 70.


1 comentário:

  1. Oportuna recordatória, num tempo em que a prática radical da religião islâmica, vai destruindo as fontes culturais, artísticas e históricas dos países em que esta religião é dominante e vai também minando a própria cultura de alguns países de acolhimento. Felizmente não é o caso de Portugal.
    A citação aqui inscrita deste livro, é parte da reprodução do depoimento de um soldado milícia (de nome Carimo), contido numa entrevista que o então Tenente-Coronel Mateus da Silva (que havia de ser o 1º Encarregado do Governo da Guiné, pós 25 de Abril) fez ao então major Carlos Fabião (que seria o 2º Encarregado de Governo da Guiné, no pós 25 de Abril). De ambos, o autor, Jorge Golias, foi Chefe de Gabinete.

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