“Reis Ventura é o pseudónimo literário de
Manuel Joaquim dos Reis Barroso. Tendo começado a sua vida pela Ordem de São
Francisco, onde professou com o nome de Vasco Reis e recebeu ordens sacras,
estudou Teologia em Espanha, tendo seguido depois para Moçambique como
missionário. Ali abandonaria não só os franciscanos como as próprias ordens
sacerdotais, tendo regressado a Lisboa onde estudou então na Escola Superior
Colonial. Em 1938 seguiu para Angola, onde trabalhou primeiro como funcionário
administrativo e, ultimamente, como empregado da companhia de petróleos daquela
então colónia. Regressou a Portugal em 1975, tendo-se fixado em Lisboa.
Estreou-se como poeta com o volume A Romaria, que em 1934 recebeu o
"Prémio Antero de Quental" do Secretariado de Propaganda Nacional,
ex-aequo com a Mensagem de Fernando Pessoa. Para além de continuar a cultivar a
poesia, dedicou-se depois a escrever crónicas, contos e romances de temática
colonial, pelo que recebeu alguns prémios da antiga Agência Geral das Colónias.
Está representado nas antologias: Novos Contos d'África, de Garibaldino de
Andrade e Leonel Cosme, 1962; Contos Portugueses do Ultramar, de Amândio César,
1969; O Corpo da Pátria, antologia poética sobre a guerra colonial, de
Pinharanda Gomes, 1971; e Antologia do Conto Ultramarino, de Amândio César, 1972”,
diz-nos o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Lisboa, 1997.

A segunda fase veio a coincidir com o
início da autodeterminação dos países francófonos de África, já na década de
50, e com a sublevação nas colónias portuguesas, na década seguinte. Em Angola,
esta fase cristalizou-se à volta do Grupo da Província, um conjunto de artistas
e escritores que contribuíram para o Suplemento Literário do jornal "a
província de Angola", logo a partir da década de 40.

Tudo isto que acabámos de escrever sobre
Reis Ventura, está nesse artigo sublime, publicado no último número da
revista Aquae flaviae (Grupo Cultural Aquae Flaviae), assinado por João
Barroso da Fonte.
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