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| BARROSO da FONTE |
Quando Santana
Lopes, na qualidade de Secretário de Estado, transferiu a Delegação Regional da
Cultura Norte, do Porto para Vila Real, chegou a pensar-se que tal mudança
seria o primeiro passo para a descentralização que urge concretizar. Já 25 anos
tudo está como estava em 1994. A essa experiência não foi corroborada por
outros serviços e a dispersão de serviços, sobretudo administrativos, não
produziu resultados práticos porque tudo passa pelo Porto.
Em Vila Real e
Bragança houve delegações da RTP que incrivelmente deixaram de dar sinal.
Raramente é dada imagem e voz aos muitos e valorosos agentes culturais que se
vão revelando em obras ao vivo, quer musicais, artesanais, literárias ou
científicas. Quando se completavam 20 anos desde a transferência da delegação
do Porto para Vila Real, David Carvalho, diretor artístico do Teatro Filandorra
lamentava que a Companhia fosse estrear uma peça da autoria de um escritor
reconhecido da região apenas com o apoio das autarquias locais o assunto foi
decidido em Lisboa, sem terem qualquer informação do que se passa ma região.
Pergunto-me - confessa David Carvalho, - qual será a função do Diretor Regional
da Cultura ou se o erro está em Lisboa que não dá poder às delegações
regionais». Concluía este diretor artístico: «as delegações regionais foram
sendo esvaziadas de recursos humanos e logísticos. A atual sede não é um
organismo vivo de ligação com os agentes culturais, só existe formalmente».
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| MIGUEL VEIGA |
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| JOÃO de DEUS RODRIGUES |
Os distritos de
Bragança e de Vila Real, tal como algumas Casas regionais (Lisboa e Porto),
mais a Academia de Letras de Trás-os-Montes e o Grupo Cultural Aquae Flaviae,
têm-se revelado como núcleos vivos da verdadeira cultura, graças à notável
capacidade artística dos seus agentes Transmontanos. O Grémio Literário de Vila
Real, a par da Academia de Letras de Trás-os-Montes, mais a Biblioteca Adriano
Moreira e o Grupo Cultural Aquae Flaviae em torno das gradas personalidades,
como Adriano Moreira, Hirondino Fernandes, João de Araújo Correia. Pouco antes
partiram: Miguel Torga, Edgar Carneiro, António Cabral, Fernão de Magalhães
Gonçalves.
Da Casa de Lisboa
chegam os prémios Adriano Moreira para Manuel Veiga e João de Deus Rodrigues.
Em Novembro no mesmo espaço cultural de Bragança reaparecera «E eu a
cuidar!...»
“São meia dúzia de contos em
linguagem popular que se procura salvaguardar. É uma edição do Município de Bragança, que reúne várias histórias das décadas de 70 e 80 do “século
anterior” já publicadas em jornais e revistas. “É um livro diferente, é um livro único, pois utiliza uma
linguagem que hoje já não é usada normalmente no dia a dia, mas que vem
retratar aqui muito daquilo que era as expressões e a forma como os
transmontanos comunicavam há uns anos”, Mais uma obra bem-disposto Hirondino Fernandes, no alto das suas 90 primaveras, referindo que o livro, que é uma edição do Município de Bragança, retrata várias histórias das décadas de 70 e 80 do “século
anterior” já publicadas em jornais e revistas».
Barroso da Fonte





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