segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Para onde irá o Mundo de hoje?


J. BARREIROS MARTINS - Diário do Minho

Diariamente somos chocados com um turbilhão de acontecimentos perturbantes: Morrem crianças no Iémen, umas de fome, outras das bombas da Arábia “Maldita”, enquanto nos EUA uns morrem de gordos, outros em tiroteios. A tripla Erdogan, Putin e o sucessor de Kohmeini do Irão abraçam-se em Istanbul para fazer algo que não faz bem à Humanidade. Israel usa e abusa das “penas de Talião”, contra os que disparam mísseis com bombas sobre o seu território. No mar Egeu morrem centenas de candidatos a refugiados europeus. Entre a China e os EUA sucedem-se as “trumpalhadas” da guerra económica. A Coreia do Norte dispara mísseis que atingem os mares do Japão. Furacões matam dezenas de inocentes nas ilhas Bahamas.
Por outro lado, vimos em artigo anterior as raízes do crescente Neonazismo de hoje. Os “Populistas” tendo à frente um louco como Pr do país mais poderoso do Mundo, querem “derrubar” a Globalização, custe o que custar. Mas o fenómeno da Globalização é imparável porque resulta dos avanços impressionantes das comunicações. A este respeito até há uns articulistas parvos que escrevem que a “Inteligência Artificial” irá substituir o cérebro humano, como se essa Inteligência Artificial não fosse resultante de ligações geradas no cérebro humano.
Para mim a mais apaixonante das engenharias é a “Engenharia de Sistemas” não só aplicada a “Sistemas físicos “, como o Sistema de Saúde, mas a outros sistemas como o “Sistema de Governantes Mundiais”, sejam eles “Governantes Políticos”, ou ”Económicos”, os quais, aliás, estão sempre ligados entre si. Isso, hoje, como ontem, foi (e é) catastrófico para as populações de vários países que sofrem, por vezes, à custa de milhares ou milhões de mortos, os efeitos das acções loucas dos Governantes Políticos.
Os engenheiros que, no uso da sua profissão, nada devem ter a ver com os eles, não parece poderem, mesmo com estudos aprofundados de Engenharia de Sistemas, aplicada a “Sistemas Humanos, evitar essas catástrofes. A História regista os muitos milhões de mortos que o Nazismo provocou e o número muito maior de mortos provocados pelo Estalinismo. Que Deus nos proteja de novas catástrofes desta dimensão. Porém, é bem sabido que os grandes fogos começam sempre por pequenos “rastilhos”. E, quanto a mim, é o que está a acontecer.
A ambição desmedida de alguns dos governantes mundiais: China, EUA, Coreia do Norte, Irão, Rússia, Turquia, Arábia Saudita, etc., e a falta de visão dos actuais governantes dos principais países europeus, são parte desse “rastilho.
Para o “sistema de governantes loucos” que hoje pontifica no Mundo há “sistemas de contra-poderes”: As decisões “trumpescas” podem ser minoradas pelo Tribunal de Comércio Internacional. Há estados que têm as suas próprias leis, por vezes divergentes das leis federais, etc..
Também no Poder Legislativo (Congresso dos EU e Câmara dos Representantes) pode haver obstáculos a decisões do Presidente. Mesmo o Pentágono e a CIA podem discordar de decisões presidenciais. Também há Instituições as quais, nada tendo a ver com a Política podem reduzir “instabilidades: Sociedades Científicas, Sociedades de Engenharia, Laboratórios de Investigação de todos os tipos, algumas grandes empresas fabricantes de todos os tipos de produtos e sua difusão no Mundo, o sistema dos grandes banco, a Bolsa de Valores da Wall Street, etc., etc. Mas, é bom não esquecer os efeitos nefastos para centenas de milhões de pessoas que alguns negociantes, com sede nos EUA, sedentos de poder económico, produzem, por ex.º na Índia, apoderando-se do sistema de hotéis e da aeronáutica civil interna.
Ou os violentos ataques que Cristãos Protestantes (Presbiterianos e outros) fazem contra os Católicos. São “cegueiras” que muito prejudicam a convivência das pessoas . Já aqui tivemos oportunidade de indicar o poder que as missões católicas podem ter contra os desmandos dos “todo poderosos” desta “tenda” em que todos vivemos, mas sinto-me angustiado por ver que a minha, como muitas outras vozes, são vozes a “bradar no deserto”. Muitas vezes há “esquemas” pacíficos para vencer um “sistema”: Veja-se a fuga em massa que estão a fazer as populações da Venezuela para os países vizinhos por não conseguirem suportar as acções ferozes do actual “dono” desse país.
Pode dizer-se que em cada tempo e em cada lugar, as populações têm de saber “adaptar-se” às consequências das acções absurdas ou criminosas dos seus governantes, certamente muito sofrendo com a “adaptação” que têm de fazer. Seria caso para aceitar algumas “teorias” dos anarquistas: liberdade de acção das populações sem existência de governo, tribunais polícias e forças armadas. Eliminação de hierarquias: por ex.º, o médico a varrer a enfermaria ao lado do servente.
O “amor livre” sem responsabilidade paternal e/ou maternal, etc.. Os alunos a mandarem na sala de aula. O 25 de Abril trouxe-nos tudo isso e já vimos (e sentimos) ao que nos conduziu. A “Desobediência Civil” de Bertrand Russel e sua Mulher trouxe benefícios na luta pela emancipação feminina, mas nenhuns efeitos concretos houve.

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