J. BARREIROS MARTINS - Diário do Minho
Diariamente somos chocados com um turbilhão de
acontecimentos perturbantes: Morrem crianças no Iémen, umas de fome, outras das
bombas da Arábia “Maldita”, enquanto nos EUA uns morrem de gordos, outros em
tiroteios. A tripla Erdogan, Putin e o sucessor de Kohmeini do Irão abraçam-se
em Istanbul para fazer algo que não faz bem à Humanidade. Israel usa e abusa
das “penas de Talião”, contra os que disparam mísseis com bombas sobre o seu
território. No mar Egeu morrem centenas de candidatos a refugiados europeus.
Entre a China e os EUA sucedem-se as “trumpalhadas” da guerra económica. A Coreia
do Norte dispara mísseis que atingem os mares do Japão. Furacões matam dezenas
de inocentes nas ilhas Bahamas.
Por outro lado, vimos em artigo anterior as raízes do
crescente Neonazismo de hoje. Os “Populistas” tendo à frente um louco como Pr
do país mais poderoso do Mundo, querem “derrubar” a Globalização, custe o que
custar. Mas o fenómeno da Globalização é imparável porque resulta dos avanços
impressionantes das comunicações. A este respeito até há uns articulistas
parvos que escrevem que a “Inteligência Artificial” irá substituir o cérebro
humano, como se essa Inteligência Artificial não fosse resultante de ligações
geradas no cérebro humano.
Para mim a mais apaixonante das engenharias é a
“Engenharia de Sistemas” não só aplicada a “Sistemas físicos “, como o Sistema
de Saúde, mas a outros sistemas como o “Sistema de Governantes Mundiais”, sejam
eles “Governantes Políticos”, ou ”Económicos”, os quais, aliás, estão sempre
ligados entre si. Isso, hoje, como ontem, foi (e é) catastrófico para as
populações de vários países que sofrem, por vezes, à custa de milhares ou
milhões de mortos, os efeitos das acções loucas dos Governantes Políticos.
Os engenheiros que, no uso da sua profissão, nada
devem ter a ver com os eles, não parece poderem, mesmo com estudos aprofundados
de Engenharia de Sistemas, aplicada a “Sistemas Humanos, evitar essas
catástrofes. A História regista os muitos milhões de mortos que o Nazismo
provocou e o número muito maior de mortos provocados pelo Estalinismo. Que Deus
nos proteja de novas catástrofes desta dimensão. Porém, é bem sabido que os
grandes fogos começam sempre por pequenos “rastilhos”. E, quanto a mim, é o que
está a acontecer.
A ambição desmedida de alguns dos governantes
mundiais: China, EUA, Coreia do Norte, Irão, Rússia, Turquia, Arábia Saudita,
etc., e a falta de visão dos actuais governantes dos principais países
europeus, são parte desse “rastilho.
Para o “sistema de governantes loucos” que hoje
pontifica no Mundo há “sistemas de contra-poderes”: As decisões “trumpescas”
podem ser minoradas pelo Tribunal de Comércio Internacional. Há estados que têm
as suas próprias leis, por vezes divergentes das leis federais, etc..
Também no Poder Legislativo (Congresso dos EU e
Câmara dos Representantes) pode haver obstáculos a decisões do Presidente.
Mesmo o Pentágono e a CIA podem discordar de decisões presidenciais. Também há
Instituições as quais, nada tendo a ver com a Política podem reduzir
“instabilidades: Sociedades Científicas, Sociedades de Engenharia, Laboratórios
de Investigação de todos os tipos, algumas grandes empresas fabricantes de
todos os tipos de produtos e sua difusão no Mundo, o sistema dos grandes banco,
a Bolsa de Valores da Wall Street, etc., etc. Mas, é bom não esquecer os
efeitos nefastos para centenas de milhões de pessoas que alguns negociantes,
com sede nos EUA, sedentos de poder económico, produzem, por ex.º na Índia,
apoderando-se do sistema de hotéis e da aeronáutica civil interna.
Ou os violentos ataques que Cristãos Protestantes
(Presbiterianos e outros) fazem contra os Católicos. São “cegueiras” que muito
prejudicam a convivência das pessoas . Já aqui tivemos oportunidade de indicar
o poder que as missões católicas podem ter contra os desmandos dos “todo
poderosos” desta “tenda” em que todos vivemos, mas sinto-me angustiado por ver
que a minha, como muitas outras vozes, são vozes a “bradar no deserto”. Muitas
vezes há “esquemas” pacíficos para vencer um “sistema”: Veja-se a fuga em massa
que estão a fazer as populações da Venezuela para os países vizinhos por não
conseguirem suportar as acções ferozes do actual “dono” desse país.
Pode dizer-se que em cada tempo e em cada lugar, as
populações têm de saber “adaptar-se” às consequências das acções absurdas ou
criminosas dos seus governantes, certamente muito sofrendo com a “adaptação”
que têm de fazer. Seria caso para aceitar algumas “teorias” dos anarquistas:
liberdade de acção das populações sem existência de governo, tribunais polícias
e forças armadas. Eliminação de hierarquias: por ex.º, o médico a varrer a
enfermaria ao lado do servente.
O “amor livre” sem responsabilidade paternal e/ou
maternal, etc.. Os alunos a mandarem na sala de aula. O 25 de Abril trouxe-nos
tudo isso e já vimos (e sentimos) ao que nos conduziu. A “Desobediência Civil”
de Bertrand Russel e sua Mulher trouxe benefícios na luta pela emancipação
feminina, mas nenhuns efeitos concretos houve.

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