quinta-feira, 1 de agosto de 2019

O nepotismo socialista



Este PS de António Costa deixou de ser um Partido político normal para se transformar numa seita à semelhança das três comunistas que o sustentam no poder. Razões? São várias, e todas sustentadas no nepotismo que grassa pelo país. Virou partido tribal, onde os privilegiados prosperam (neste caso através de negociatas com valores astronómicos) e os restantes trabalham para eles. Lá se vai salvando um ou outro cordeirinho que com a esperteza da sobrevivência não abandona o rebanho.
Governar um país nestas condições, exige manter constantemente uma imagem positiva. E quando se pressentem eventos negativos há logo que tratar da imagem com uma sondagem maravilha! Sucedeu há cerca de uma semana com a Pitagórica (onde está a malta de J. Sócrates), que dava ao PS maioria absoluta, adivinhando uma hecatombe nas hostes sociais democratas e democratas cristãos em Outubro! Preparação para a época de incêndios! E parece que por essa altura o Expresso (e outros) mandou cá para fora outra idêntica, pois claro.
Parece que estavam a adivinhar o caso das “golas inflamáveis”!
E para prevenir, não fosse o diabo tecê-las, para colmatar o desastre das golas, esta Terça-feira, encarregou-se a TVI de mandar outra sondagem. Já não adivinhando a maioria absoluta, mas com o PS a grande distância dos sociais democratas (15 pontos!). Mas, vá lá, já sem maioria.
Só que o caso das golas é mais grave do que aquilo que se diz ou se faz crer aos incautos. O caso das golas e os associados a este, que são muitos, coloca a Democracia em verdadeiro perigo. Porque o regime está orientado pelo nepotismo, onde são favorecidos um número reduzido de cidadãos. Mas o pior do nepotismo nem é o favorecimento desse reduzido número tribal. O pior do regime quando é orientado nesse sentido, é que a certa altura, para favorecer essa gente, tem que se prejudicar os restantes. O problema do nepotismo é este. Para favorecer uns poucos, tem que se prejudicar os restantes. Esta é que é a questão.
Há uns tempos alertámos para isso. Do comentariado do costume, parece que ninguém se preocupou com a questão. Lembramo-nos de ler um artigo de Alberto Gonçalves, e um pequeno comentário de Vasco Pulido Valente. Apesar de tudo ainda são dos poucos que escrevem com seriedade. E ainda notas online de Pedro Sousa Carvalho (Eco), Miguel Pinto (Observador) e Manuel Almeida (LUSA).
E porque sim, os resultados estão aí.

Do Portadaloja retira-se:

Segundo o Observador há ministros cujos familiares são beneficiários de contratos com o Estado. Um deles é o esquerdista filho de capitalista Pedro Nuno Santos. Outro é Eduardo Paz Ferreira, marido da actual ministra da Justiça, a magistrada Francista Van Dunem, nomeada juiza do STJ, de raiz angolana e que acabou um curso de Direito em pouco tempo.
Eduardo Paz Ferreira em 1974 era jornalista do República e intitulou-se já co-fundador do PS, se calhar por causa da proximidade à Maçonaria ou a amizade com Medeiros Ferreira. Seja como for é desde sempre um íntimo do PS, um dos esteios do partido e só isso deveria ser suficiente para se terem colocado barreiras éticas à nomeação da mulher para cargos de alta responsabilidade no MºPº. Tal não sucedeu e acabou ministra e juíza do STJ. Enfim, o PS de sempre porque seria ingenuidade supor que nada teve a ver com esse percurso.

Do Delito de Opinião saca-se:
O filho do secretário de Estado da Protecção Civil é sócio de uma empresa que celebrou vários contratos com entidades públicas.
A Joule e a Joule Internacional, empresas detidas pelo pai, pela mãe, pelo irmão e pela própria ministra da Cultura, fizeram contratos com a Câmara de Lisboa e com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
O pai do ministro das Infraestruturas e da Habitação continuou, imparável, a celebrar contratos com o Estado apesar do filho fazer parte do governo.
Perante isto, Augusto Santos Silva, aquele que foi certo dia apresentado por um jornalista que o entrevistava como possuidor de uma "fina ironia", diz ser "um absurdo interpretar literalmente a lei de incompatibilidades". Diz isto mas não me parece ser um exercício da tal "fina ironia": é antes um corolário da frase que ficou colada a Almeida Santos "aos amigos tudo, aos inimigos nada, aos restantes aplique-se a lei".
Desta vez não se falou da inefável Mariana, ex assessora de Maria de Lurdes Rodrigues! Vejam bem.
As consequências de um país corrupto virão depois, mas já se notam nas chafaricas da Administração Pública, onde os cidadãos comuns observam o prejuízo. Ressalvem-se as excepções que existem e são conhecidas.
Aguardemos as próximas sondagens…

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