Este PS de António Costa deixou de ser um Partido político
normal para se transformar numa seita à semelhança das três comunistas que o
sustentam no poder. Razões? São várias, e todas sustentadas no nepotismo que
grassa pelo país. Virou partido tribal, onde os privilegiados prosperam (neste
caso através de negociatas com valores astronómicos) e os restantes trabalham
para eles. Lá se vai salvando um ou outro cordeirinho que com a esperteza da
sobrevivência não abandona o rebanho.
Governar um país nestas condições, exige manter
constantemente uma imagem positiva. E quando se pressentem eventos negativos há
logo que tratar da imagem com uma sondagem maravilha! Sucedeu há cerca de uma
semana com a Pitagórica (onde está a malta de J. Sócrates), que dava ao PS
maioria absoluta, adivinhando uma hecatombe nas hostes sociais democratas e
democratas cristãos em Outubro! Preparação para a época de incêndios! E parece
que por essa altura o Expresso (e outros) mandou cá para fora outra
idêntica, pois claro.
E para prevenir, não fosse o diabo tecê-las, para
colmatar o desastre das golas, esta Terça-feira, encarregou-se a TVI de mandar
outra sondagem. Já não adivinhando a maioria absoluta, mas com o PS a grande
distância dos sociais democratas (15 pontos!). Mas, vá lá, já sem maioria.
Só que o caso das golas é mais grave do que aquilo que
se diz ou se faz crer aos incautos. O caso das golas e os associados a este,
que são muitos, coloca a Democracia em verdadeiro perigo. Porque o regime está
orientado pelo nepotismo, onde são favorecidos um número reduzido de cidadãos.
Mas o pior do nepotismo nem é o favorecimento desse reduzido número tribal. O
pior do regime quando é orientado nesse sentido, é que a certa altura, para
favorecer essa gente, tem que se prejudicar os restantes. O problema do
nepotismo é este. Para favorecer uns poucos, tem que se prejudicar os
restantes. Esta é que é a questão.
Há uns tempos alertámos para isso.
Do comentariado do costume, parece que ninguém se preocupou com a questão.
Lembramo-nos de ler um artigo de Alberto Gonçalves, e um pequeno comentário de
Vasco Pulido Valente. Apesar de tudo ainda são dos poucos que escrevem com
seriedade. E ainda notas online de Pedro Sousa Carvalho (Eco), Miguel Pinto
(Observador) e Manuel Almeida (LUSA).
E porque sim, os resultados estão aí.
Segundo o Observador há
ministros cujos familiares são beneficiários de contratos com o Estado. Um
deles é o esquerdista filho de capitalista Pedro Nuno Santos. Outro é Eduardo
Paz Ferreira, marido da actual ministra da Justiça, a magistrada Francista Van
Dunem, nomeada juiza do STJ, de raiz angolana e que acabou um curso de Direito
em pouco tempo.
Eduardo Paz Ferreira em 1974 era jornalista do República e intitulou-se já co-fundador do PS, se calhar por causa da proximidade à Maçonaria ou a amizade com Medeiros Ferreira. Seja como for é desde sempre um íntimo do PS, um dos esteios do partido e só isso deveria ser suficiente para se terem colocado barreiras éticas à nomeação da mulher para cargos de alta responsabilidade no MºPº. Tal não sucedeu e acabou ministra e juíza do STJ. Enfim, o PS de sempre porque seria ingenuidade supor que nada teve a ver com esse percurso.
Eduardo Paz Ferreira em 1974 era jornalista do República e intitulou-se já co-fundador do PS, se calhar por causa da proximidade à Maçonaria ou a amizade com Medeiros Ferreira. Seja como for é desde sempre um íntimo do PS, um dos esteios do partido e só isso deveria ser suficiente para se terem colocado barreiras éticas à nomeação da mulher para cargos de alta responsabilidade no MºPº. Tal não sucedeu e acabou ministra e juíza do STJ. Enfim, o PS de sempre porque seria ingenuidade supor que nada teve a ver com esse percurso.
O filho do secretário de Estado da Protecção Civil é
sócio de uma empresa que celebrou vários contratos com entidades públicas.
A Joule e a Joule Internacional, empresas detidas pelo
pai, pela mãe, pelo irmão e pela própria ministra da Cultura, fizeram contratos com a Câmara de Lisboa e com a Santa
Casa da Misericórdia de Lisboa.
O pai do ministro das Infraestruturas e da Habitação
continuou, imparável, a celebrar contratos com o Estado apesar do filho
fazer parte do governo.
O marido da ministra da Justiça assumiu
publicamente ter deixado apenas de fazer contratos públicos com o
Ministério onde a sua mulher exerce funções governativas.
Perante isto, Augusto Santos Silva, aquele que foi
certo dia apresentado por um jornalista que o entrevistava como possuidor de
uma "fina ironia", diz ser "um absurdo interpretar literalmente a
lei de incompatibilidades".
Diz isto mas não me parece ser um exercício da tal "fina ironia": é
antes um corolário da frase que ficou colada a Almeida Santos "aos amigos
tudo, aos inimigos nada, aos restantes aplique-se a lei".
Desta vez não se falou da inefável Mariana, ex assessora de Maria de Lurdes Rodrigues! Vejam bem.
As consequências de um país corrupto virão
depois, mas já se notam nas chafaricas da Administração Pública,
onde os cidadãos comuns observam o prejuízo. Ressalvem-se as excepções que
existem e são conhecidas.
Aguardemos as próximas sondagens…


Sem comentários:
Enviar um comentário