quarta-feira, 10 de outubro de 2018

O pior governo desde o 25 de Abril


BARROSO da FONTE

Escrevo esta crónica na noite de 8 de Outubro após ter visionado na TVI das 21 horas a reportagem de Ana Leal com as imagens recolhidas por Miguel Freitas. A esse reportagem onde as aldrabices do Ministro das Obras Públicas, Pedro Marques, se espatifaram contra os destroços das caravanas e casas ardidas em Outubro de 2017, com acampamentos forçados pela necessidade de matar a fome a dezenas de crianças, nuas e sujas, por falta de tudo, como se o incêndio fosse nessa noite... [https://tvi24.iol.pt/sociedade/incendios-outubro/reporter-tvi-quando-tudo-falha/].
Ana Leal deve ter a cabeça a prémio porque esse e outros trabalhos tele-visionados, todos –como esse – a refutar Pedro Marques e os  autarcas de Valongo, de Oliveira do Hospital, de Tábua, além de mentirosos, são malcriados, ostensivamente agressivos para com as vítimas dos lugares de: Benfeita, de Pinheirinho, de Valongo. Se o leitor tiver dúvidas reveja online, essa reportagem, em que João Carvalho, Rafael Norte, Barbara de Sá,  Nuno Teixeira e outros mártires abandonados à sua sorte, há mais de um ano, em que das 366 casas ardidas, apenas oito foram reconstruidas. Pedro Marques tem vindo a falar numa centena em vias de serem habitadas. Mas a jornalista, de imediato, o refutou com a convicção da realidade. Esse político, neste como em confrontos televisivos e radiofónicos anteriores. Meteu os pés pelas mãos. Desculpou-se com a morosidade dos concursos públicos, quando se sabe ( e a reportagem mostrou as listagens) que, na maioria dos casos, substituíram por ajustes diretos. E  noutros casos, até funcionaram os favores que o Ministério Público liderado por Joana Vidal, já estará a investigar. Espera-se que sua substituta não dê ordens em contrário.
A TVI já há vários meses difundiu, urbi et orbi, uma outra reportagem em que identificava o caos e o açambarcamento das madeiras e os principais empresários dessa mercadoria. Nunca mais se soube nada e, como jornalista, limito-me a citar o ditado: quem cala acusações tão graves, de certeza que consente. Nesta mesma estação televisiva, imediatamente a seguir a essa reportagem, Sousa Tavares, afirmou que o Ministro da Defesa e o Chefe de Estado Maior, Rovisco Duarte, terão que ser demitidos, se não se demitirem rapidamente. António Costa que prometeu seguir o provérbio, «palavra dada é palavra honrada», tem sido, quase diariamente, o desonrador dessa promessa.
O Cor. Jorge Golias, membro do MFA, citou no seu livro «A descolonização da Guiné, e o movimento dos capitães», página 140,  informa que em circunstância idêntica, o general Mateus da Silva, chamou a essa confusão mental «a porca da política».
 António Costa, desde que criou a geringonça, tem sido um porfiado seguidor dessa baixa política, com que brindou, até ao 5º grau: a mudança da Infarmed, de Lisboa para o Porto; a concessão dos nove anos e tal aos professores; os aumentos aos funcionários públicos e a reposição dos valores, subtraídos pelo governo anterior, para sair da bancarrota em que o seus camaradas (Sócrates, Armando Vara, Manuel Pinho e outros).
Um governo que, em três anos, não foi capaz devolver aos cidadãos esses valores, que desde 2009 apenas cumpriu a reposição do subsídio de férias; que cede ao BE e ao PCP, todas as concessões que reclamam para garantirem o PS no governo que perdeu as eleições é um governo que traz a saúde pelas ruas da amargura, que anda a comprar à vizinha Espanha, carruagens obsoletas. Um governo que não foi capaz, em três anos, de organizar o sistema contra os incêndios e de estabilizar, quer os meios humanos, quer os meios aéreos e que tão mal trata as forças Armadas, permitindo que o Chefe de Estado maior do Exercito, que saneou o Comandante dos Comandos, por citar um dos Fundadores dessa prestigiada Associação Militar, (Vítor Ribeiro) que esteve ao lado do 25 de Novembro. E que não tem coragem de substituir o ministro que mente, em nome da tal «porca da política». Um governo que acaba de autorizar o aumento dos combustíveis para o máximo dos últimos seis anos. Um governo que nem com as esquerdas amuadas, acaba com as greves dos professores, dos enfermeiros, da saúde em geral, dos comboios, é um governo incompetente, incapaz de acabar com a corrupção, agrava as desigualdades sociais, mascara com subsídios de fome, o emprego, a esperança dos jovens que continuam a emigrar, a não constituir famílias, a não dar sossego aos pais. Enfim António Costa é surdo, quedo e mudo porque somente governa com a geringonça que noutros tempos berrava, de noite e de dia e que hoje, para se manter como moleta da governação, ataca a direita, trocando a ideologia pela conveniência própria.
Barroso da Fonte

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