domingo, 23 de julho de 2017

Américo Amorim, o “rei da cortiça”

Por: Costa Pereira Portugal, minha terra

Metem-me impressão haver quem diga mal daqueles que pelo seu dinamismo e espírito empreendedor atingem posição destacada nos sectores do comercio, industria ou financeiro, criando honestamente riqueza e postos de trabalho. Neste capitulo, distinguiu-se Américo Ferreira de Amorim, um filho de Mozelos ( Santa Maria da Feira), nascido a 21 de Julho de 1934 e que faleceu a 13 de Julho de 2017. O seu funeral foi no sábado, dia 15, pela manhã, com missa de corpo presente no Mosteiro de Grijó. 
Nunca lhe contei o dinheiro, mas dizem os coscuvilheiros era o homem mais rico de Portugal. Também ele não se considerava rico e em certo número do Jornal de Negócios, de 2011 deixou esta frase: "Eu não me considero rico. Sou trabalhador”. E disso também estou convencido. Terminado o Curso Geral do Comercio, entrou na empresa corticeira da família, que já remonta a meados do séc. XIX. Com seus irmãos fundou a Corticeira Amorim, e posteriormente responsável executivo da holding Corticeira Amorim. Noutra holding, a Amorim – Investimentos e Participações, alargou os seus investimentos a outros sectores, como: energia, turismo e finanças, sendo um dos mais destacados accionistas do Banco BIC Português, a terceira maior instituição bancaria de Angola.
Individualmente concentrou importantes participações na Galp Energia e no Banco Popular Espanhol, onde era accionista. Educado no seio de uma família cristã, Américo Amorim a respeito da sua actividade disse ao jornalista Nicolau Santos: “O meu descanso é o trabalho, o meu prazer é investir” . Pai de três filhas, Paula, Marta e Luísa, cabe à Paula Amorim a missão de liderar um império de cerca de quatro mil milhões de euros. Que as pisadas do pai sejam rigorosamente respeitadas e a sua memória honrada.

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