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| JORGE LAGE |
Custa-me mais preparar uma ida ao terreno do que recolher a informação e
tratá-la. Em Lamego, por exemplo, uma técnica parece não estar para prestar um
serviço público de atendimento, mas assume-se como dona do seu serviço. Por
melhores modos e agradecimentos se façam, desligam-nos o telefone na cara sem
mais. Outras vezes é o abrir-se as portas desta ou daquela instituição de
velhos. Embora o cômputo geral seja muito positivo, há muita gente que não
conhece a palavra colaboração. É claro que a maioria reage positivamente, mas
colaborarem com um pedido nosso são poucos os que o fazem. Assim, estou
impaciente para terminar a investigação e colocar um ponto final em mais de 15
anos de trabalho duro e árduo em prol da memória imaterial do mundo
castanícola. Também, o desgaste pessoal e material têm sido imensos. Só para
escrever o livro, Memórias da Maria Castanha, percorri milhares de quilómetros
no continente e ilhas.

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