domingo, 21 de fevereiro de 2016

Cada vez mais desavergonhados e com apoio da esquerda


Barroso da Fonte
Na última terça-feira soube-se que «Catarina Albergaria, vereadora responsável pelo pelouro da Educação na Câmara de Lisboa desde novembro (quando foi substituir Graça Fonseca, que saiu para o Governo), recrutou seis pessoas para o seu gabinete por ajuste direto e com contratos até ao final do mandato autárquico. Cinco dos seis assessores, passaram a ganhar entre 2.800 e os 3.500 euros. Mas o neto de Mário Soares, passou a desempenhar tarefas administrativas e recebe 68.600 em dois anos, desde Dezembro de  2015. Mas o carro andou à frente dos bois, porque o Portal Base que justifica a sua entrada só foi publicado em 27 de Janeiro. O agora assessor cultural na CML é filho de João Soares, antigo presidente da Câmara e atual ministro da Cultura. Na sua página do Facebook, o governante, mal soube que este chorudo emprego já andava na imprensa, reagiu no Facebook à notícia, nestes termos: "Saiu hoje no "Público", uma "noticia" sobre o facto de um dos meus filhos, Mário Barroso Soares (30 anos), ter sido contratado por uma vereadora da CML como seu colaborador. Quero sobre essa matéria deixar claro que, embora sentindo-me feliz como pai, não tive a menor interferência nesse processo de contratação. Os meus filhos não devem ter, por esse facto, nem têm, nenhuma espécie de privilégios. Mas também não podem, por esse facto, ser prejudicados. O senhor José António Cerejo, autor da referida peça "jornalística", sabe até por via da forma obsessiva como de há uns anos a esta parte tem seguido a minha vida publica e privada, que eu sou um homem sério. Que sempre exerci de forma desapegada de interesses materiais, no plano pessoal, as funções públicas que desempenhei e desempenho».                                   Na minha rua conheço ninhadas de repetentes desses cursilhos que se sucedem uns aos outros e que servem para os políticos, quando querem favorecer correligionários, alegarem que optaram por este ou por aquele, por ter mais habilitações.                                                        
Antes do atual governo entrar em funções, a esquerda revolucionária levantava esses escândalos para ver quem primeiramente protestava no Parlamento. Agora a esquerda radical ou entra e sai calada ou, apenas fala para agradar ao Chefe e aos camaradas socialistas. A benemérita vereadora limitou-se a justificar que o filho do ministro João Soares já fora assistente administrativo 4 anos na Câmara da Amadora.                                  
O que isto significa é que «o pretenso pai» da democracia portuguesa, transformou a  Republica numa moderna monarquia na qual a «Família Barroso Soares» leva através do Colégio Moderno, da Fundação, do Orçamento Geral do Estado e do Orçamento Municipal de Lisboa «o couro e o cabelo». Tão pouco se compreende que uma vulgar vereadora tenha competência para se rodear do número de assessores que lhe apetece. Se a lei lhe confere essa liberdade deverá ser revista porque é através desse processo sinistro que a corrupção medra e se reproduz por geração espontânea. Uma espécie de mosquito Zika!
                                                                               Barroso da Fonte

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