terça-feira, 20 de outubro de 2015

O povo escolhe em democracia


O povo português exige que todos os malabarismos em torno de um governo legítimo a partir das legislativas de quatro de Outubro tenham termo. Porque não existe nenhum pensador sério, desde a Antiguidade aos dias de hoje (de Aristóteles a Burke), que não entenda que o único governo legítimo (seja em termos constitucionais, seja em termos éticos), em democracia, seja aquele que é sufragado pelo voto popular, ou seja, pelo povo. E o único governo legítimo sufragado, nestes termos, pelo povo a quatro de Outubro, só pode sair da força politica que venceu as eleições. Que esse governo sufragado pelo povo a seguir seja derrubado no parlamento por uma frente unida (neste caso a frente das esquerdas), isso já é outra conversa. São os jogos de poder que a Constituição (copiada dos países ricos – a este assunto voltaremos) permite. E como o permite, a solução governativa daí emergente torna-se constitucionalmente (e apenas constitucionalmente) legitima.

Armando Palavras

Nota: As pressões exercidas sobre o Presidente da República (como a de dar mais tempo para que os partidos cheguem a acordo - apenas para dar tempo às esquerdas) são pérfidas. Conhecendo o percurso do presidente, sabemos bem que irá decidir pela sua cabeça e não pela cabeça de uma burguesia urbana que apenas olha para o seu umbigo.

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