quarta-feira, 21 de outubro de 2015

À volta do Couvert



Virgilio Gomes
Ciuvert tradicional
Sempre foi uma questão de dúvidas! Couvert é uma palavra francesa, sendo o particípio passado do termo couvrir (cobrir), já usada no século XIX e que teria vários significados ou utilizações diferentes. Chamava-se couvert a todos os utensílios que estavam colocados sobre uma mesa para uma refeição. A expressão levantar o couvert correspondia a desembaraçar a mesa de todos os utensílios e, em português, significa “tirar a mesa” ou “levantar a mesa”. Couvert também poderia indicar o número de convivas para uma refeição. Couvert de table corresponderia, ainda, aos talheres de base para a montagem de uma mesa: o garfo, a faca e a colher. Na corte francesa também se utilizava a expressão petit couvert du Roi para identificar uma refeição simples ou grand couvert para uma refeição de aparato ou banquete.
Couvert corresponde em termos correntes a um montante fixo de pequenas iguarias, e que deverão ser mencionadas, assim como o seu preço, na lista do restaurante. E o seu preço é muito variável de casa para casa e, especialmente, aos respetivos conteúdos. Ora é sobre este conceito de couvert que vos dirijo estas palavras.
couvert2
(Um couvert diferente)
Habitualmente era quase obrigatório, após ocupar uma mesa, que nos colocassem pão e manteiga, às vezes acompanhado de azeitonas, azeite e ou patés. Era o couvert clássico. Por uma questão de gosto não tenho o hábito de comer pão com manteiga exceto quando o serviço está demorado, significando um mau princípio para a refeição. Sobre os queijos nunca entendi muito bem quando propõem o consumo de queijos intensos ou de gordura elevada antes de iniciar o repasto. Para onde vai a estética do gosto… Certo que há bocas para todos os gostos, e os restaurantes também gostam de faturar.


Uma reflexão sobre o comportamento no início das refeições:

http://www.virgiliogomes.com/index.php/cronicas/718-a-volta-do-couvert

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