Quando António Costa,
apoiado por aqueles do conhecimento público, apareceu como “salvador da pátria”
(mas à mesma nada disse), relegando António José Seguro a um estatuto de pária,
não faltaram os comentadores e escrevinhadores deslumbrados com a arrogância do
candidato. Alguns chegaram mesmo ao ridículo de considerarem três linhas de uma
mensagem via telemóvel (SMS) aos correligionários, de autêntico tratado de política
(!). Este tipo de gente já esqueceu Cícero, Espinosa, Calhoun, Richelieu,
Rousseau, Fichte, Platão, Burke ou Sieyes. E a lista seria imensa como sabem.
Outros não foram menos
ridículos quando se propunham a defender Costa como as crianças defendem os
seus interesses. Perguntando-lhes sobre as razões de Costa ser melhor que
Seguro ou Passos Coelho, respondiam simplesmente: Porque sim (!).
E andam os portugueses
a ouvir e a ler estes tipos.
Agora, o mesmo tipo de
gente ataca Costa porque, no fundo, não renovou nada e dizem que tanto Costa
como Passos Coelho são bons candidatos (!). Um por umas razões, outro por
outras.
Em que ficamos? Vejam
se se decidem de vez.
Costa apanhado no poder
não tardava dois meses a pôr em prática as políticas estalinistas de Sócrates.
Alguns dos comentadores
e escrevinhadores exultam (porque não têm nada em concreto para exultar) um tal
Código de Ética que Costa propôs aos deputados. É preciso não ter vergonha
alguma, tanto da parte dos comentadores como da parte de Costa. Então era
necessário um código de ética quando o Partido socialista sempre se arrogou da
Ética Republicana? Para que serve a Ética Republicana? Da parte dos socialistas
sempre serviu para a cartelização do Estado, onde impôs um nepotismo escabroso
que levou o país ao descalabro.
Como Costa à pátria
nada tem a dizer resta-lhe a mediocridade dos críticos de pacotilha. E assim
sendo, limita-se a criticar as propostas da actual maioria porque (pasme-se!)
se limita (na opinião de Costa) a falar da herança! A herança do preso de
Évora, à qual Costa não pode fugir porque foi seu braço direito e ministro!
Ora a maioria tem toda
a razão para alertar para essa herança de má memória. Porque essa herança, em
termos económicos, corresponde (pelo menos) a duas décadas de austera vida para
os portugueses.
Mas em termos sociais,
não corresponde a menos. Politicas levadas a efeito como as que foram
promovidas pela então ministra da educação (condenada pela Justiça), Maria de Lurdes Rodrigues, que implantou uma cultura de nepotismo
nas escolas, através de uma ideologia estalinista, só dão razão a esta maioria
quando relembram a herança de Sócrates, Costa e Companhia.
Entre Passos Coelho e
António Costa, existe uma grande diferença. O primeiro é como a água límpida
das fontes, o segundo como a água turva das enxurradas.


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