sexta-feira, 31 de julho de 2015

António Costa à pátria nada diz


Quando António Costa, apoiado por aqueles do conhecimento público, apareceu como “salvador da pátria” (mas à mesma nada disse), relegando António José Seguro a um estatuto de pária, não faltaram os comentadores e escrevinhadores deslumbrados com a arrogância do candidato. Alguns chegaram mesmo ao ridículo de considerarem três linhas de uma mensagem via telemóvel (SMS) aos correligionários, de autêntico tratado de política (!). Este tipo de gente já esqueceu Cícero, Espinosa, Calhoun, Richelieu, Rousseau, Fichte, Platão, Burke ou Sieyes. E a lista seria imensa como sabem.
Outros não foram menos ridículos quando se propunham a defender Costa como as crianças defendem os seus interesses. Perguntando-lhes sobre as razões de Costa ser melhor que Seguro ou Passos Coelho, respondiam simplesmente: Porque sim (!).
E andam os portugueses a ouvir e a ler estes tipos.
Agora, o mesmo tipo de gente ataca Costa porque, no fundo, não renovou nada e dizem que tanto Costa como Passos Coelho são bons candidatos (!). Um por umas razões, outro por outras.
Em que ficamos? Vejam se se decidem de vez.
Costa apanhado no poder não tardava dois meses a pôr em prática as políticas estalinistas de Sócrates.
Alguns dos comentadores e escrevinhadores exultam (porque não têm nada em concreto para exultar) um tal Código de Ética que Costa propôs aos deputados. É preciso não ter vergonha alguma, tanto da parte dos comentadores como da parte de Costa. Então era necessário um código de ética quando o Partido socialista sempre se arrogou da Ética Republicana? Para que serve a Ética Republicana? Da parte dos socialistas sempre serviu para a cartelização do Estado, onde impôs um nepotismo escabroso que levou o país ao descalabro.
Como Costa à pátria nada tem a dizer resta-lhe a mediocridade dos críticos de pacotilha. E assim sendo, limita-se a criticar as propostas da actual maioria porque (pasme-se!) se limita (na opinião de Costa) a falar da herança! A herança do preso de Évora, à qual Costa não pode fugir porque foi seu braço direito e ministro!
Ora a maioria tem toda a razão para alertar para essa herança de má memória. Porque essa herança, em termos económicos, corresponde (pelo menos) a duas décadas de austera vida para os portugueses.
Mas em termos sociais, não corresponde a menos. Politicas levadas a efeito como as que foram promovidas pela então ministra da educação (condenada pela Justiça), Maria de Lurdes Rodrigues, que implantou uma cultura de nepotismo nas escolas, através de uma ideologia estalinista, só dão razão a esta maioria quando relembram a herança de Sócrates, Costa e Companhia.
Entre Passos Coelho e António Costa, existe uma grande diferença. O primeiro é como a água límpida das fontes, o segundo como a água turva das enxurradas.


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