 |
| Estevais (Mogadouro) |
Por: Costa Pereira
Aquele “Paraíso terreal” que Torga enalteceu é como todos sabem um “alfobre” de
génios nas mais diversas áreas do saber humano, que só por muita sorte se
conseguem enumerar. Nessa sementeira consta um José Rentes de Carvalho que
melhor passei a conhecer desde que descobri o site Tempo Contado e ali
passei acompanhar alguns dos passos dados e contados por este ilustre
transmontano que embora nascido em Vila Nova de Gaia é de sangue e formação
mogadourense.

No Dicionário dos mais ilustres Transmontanos e Alto Durienses,
de Barroso da Fonte, consta que José Rentes de Carvalho: é de descendência
transmontana, fez os estudos liceais no Porto, em Viana do Castelo e em Vila
Real, tendo ainda frequentado as Faculdades de Letras e de Direito em Lisboa. E
diz ainda, entre o mais, que por razões politicas foi obrigado a deixar
Portugal e por isso viveu em Paris, Rio de Janeiro, São Paulo, Nova Iorque,
tendo nessas cidades trabalhado para os jornais O Correio Paulistano, O Estado
de São Paulo, O Globo e a revista O Cruzeiro. Temos deste intelectual que em
1956 foi viver em Amesterdão, onde trabalhou como assessor do adido comercial
da Embaixada do Brasil, e se licenciou na Universidade local, com a tese
"o povo" na obra de Raul Brandão, mais um dos
co-comprovincianos notáveis da diáspora.
Com um pé na Holanda e outro em Portugal este apreciado escritor revelou-se
como romancista em 1968, com Montedor, tendo posteriormente publicado em
Portugal mais dois romances (o Rebate, em 1971, e A Sétima Onda, 1984). Após a
reforma, este insigne transmontano, nascido a 15 de Maio de 1930, continuou a
carreira de jornalista e romancista, editando e colaborando em várias
publicações portuguesas, brasileiras, belgas e holandesas. Em 1991 foi agraciado
com o grau de grande comendador da Ordem do Infante D. Henrique. Esta minha
singela homenagem vem na sequência de um documentário que terça-feira, dia
07, a RTV2 passou a respeito dele e eu calhei de ver, graças a um alerta que
pessoa a amiga me deu. São assim os trasmontanos!
Sem comentários:
Enviar um comentário