segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Palermices


Só no âmbito da  palermice se podem proferir atoardas como as que o autarca de Lisboa tem proferido a propósito da Europa! Ou o dr. António Costa anda olvidado, ou prefere insistir no tipo de manipulação pública que nos levou ao desastre.
Se todos os anos o país tivesse que desembolsar uma determinada quantia (astronómica) para pagar a divida, levaria uns módicos 60 anos para ficar (como diz o vulgo) a zeros. Destes 60 anos, 30 devem-se ao consulado de José Sócrates, ao qual pertenceu o dr. Costa desempenhando funções de  ministro. Ou seja, quer queiram quer não queiram, os escribas do regime e os comentadores da corte vão ter de aguentar, no mínimo, década e meia de austeridade. Que pouco ou nada vão sentir, dado o elevado preço a que são pagos para dizerem e escreverem as baboseiras que bem entendem, a pedido de quem, na realidade, mexe os cordelinhos da sociedade. O mesmo não poderá dizer o Povo. Essa figura colectiva vai levar no toutiço como nem no tempo de Salazar levou. Estes três anos após o resgate pedido e assinado pelos socialistas é apenas o principio. E diga o dr. Costa o que disser, juntamente com apaniguados ou personagens excelsas mortas por verem singrar os seus negócios, as duas legislaturas que se seguirão a esta, em nada diferirão da austeridade seguida.
Isto para se não referirem outros aspectos tão ou mais importantes do que a situação económica. Não foi apenas a bancarrota económica a que os socialistas nos conduziram que nos trouxeram a este estado. Foi sobretudo a bancarrota social.  A governação socrática trouxe-nos um regime cacique comparável ao do século XIX, que levará anos (uma década?) a corrigir Mas sobre esta os escribas e os comentadores nem “tugem nem mugem”. Vá-se lá saber porquê! Nós sabemos, e a ela voltaremos.
Quer isto dizer que aquilo que os socialistas possam dizer sobre a Europa, não se escreve. E a Europa sabe-o bem. Quem é o dr. Costa para reivindicar seja o que for no velho continente, se a Itália e a França acabaram de ser postas nos seus lugares?
O “Sacro Império” não brinca em serviço!




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