segunda-feira, 28 de abril de 2014

Virgilio Gomes - a-ultima-ceia-2

Virgílio Gomes

penha1Na continuação da crónica anterior uma excelente refeição:

http://www.virgiliogomes.com/index.php/cronicas/586-a-ultima-ceia-2


Altar Mor da Igreja da Penha Longa

Conforme escrevi na crónica anterior, o Canal História fez um programa sobre a Última Ceia e desafiou dois chefes de cozinha para recriarem uma refeição inspirada nos escritos ou memórias da Última Ceia de Cristo. Ficou bem claro que nos registos, designadamente nos Evangelhos de S. Mateus, S. Marcos e S. Lucas, e Epístola aos Coríntios, apenas surgem expressamente o pão ázimo e o vinho e ainda referência que na festa da Páscoa se comia cordeiro. Todas as representações iconográficas, que são todas tardias em relação ao facto, ficam também pelo pão e vinho e discretamente um peixe e ainda um prato fundo onde se pode ver Judas a molhar o pão para a traição: “… aquele que molhou o pão no pão no prato juntamente comigo…” Faz, portanto, imaginar que haveria um prato com molho. Seria de cordeiro?
penha2Cúpula renascentista da Igreja
O que os dois chefes de cozinha fizeram não foi reproduzir a Última Ceia, mas uma refeição especial inspirada na Bíblia.
Desta vez fui experimentar a refeição do chefe João Alves do Hotel da Penha Longa, Sintra. A refeição foi servida no restaurante il Mercato. O Penha Longa oferece outros locais de restaurantes como o Arola, o Midori e o B Lounge. As minhas experiências foram sempre bem-sucedidas, e a merecerem aplausos.
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Claustro do Mosteiro
Mas a Penha Longa é um lugar com história. As marcas são bem evidentes no edifício do seu convento, sendo possível, deveria ser visitável. Pois a sua história começa em 1355 quando Frei Vasco Martins decide fundar um ermitério no lugar da Penha Longa. Mais tarde, em 1373, o Papa Gregório XI emite uma bula que autoriza a Ordem de São Jerónimo em Portugal independente da Província espanhola. Com o crescimento de membros ermitas, sentiram a necessidade de alargar as suas instalações e D. João I, a quem pediram ajuda, decide financiar a compra e doação da Quinta da Penha Longa que já dispunha de vinhas, de pomares e de matas para se instalarem com um mosteiro. Em 1400, o Papa Bonifácio IX autorizou através de uma Bula específica a “fundação canónica e jurídica do mosteiro Jerónimo da Penha Longa, que se tornou a primeira casa e Sede desta Ordem em Portugal”.
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Atual Salão Nobre e anteriormente Refeitório do Mosteiro



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