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| Jorge Lage |



Sabemos da gratidão de alguns animais, mesmo dos ferozes, e as
plantas também manifestam reconhecimento. O povo diz que para as plantas
crescerem melhor, precisam de ser acariciadas ao de leve, com as mãos. Às
vezes, abraço as árvores e acaricio-lhes os troncos, os ramos, as flores e os
frutos. Mas, há histórias impressionantes de animais domésticos que percorrem
imensas distâncias para irem ter com o seu dono. Contudo, uma história sublime,
passou-se na África Austral, com o sul-africano, Lawrence Anthony, que escreveu
o best-seller, «Encantador de elefantes». Ao longo da sua vida, resgatou, em
condições difíceis, muitos animais selvagens e reabilitou elefantes vítimas de
atrocidades em toda a Terra, sendo, talvez, o mais corajoso a ida ao Zoológico
de Bagdad para pôr a salvo os animais selvagens, aquando da invasão pelos
Estados Unidos em 2003. Lawrence Anthony, faleceu a sete de Março de 2012.
Pasmem-se! Dois dias após a sua morte, duas manadas, com 31 elefantes, guiadas
pelas duas matriarcas, fizeram dezenas de milhas, num percurso hostil. A viúva
de Lawrence Anthony, os filhos e os netos nem queriam acreditar e comoveram-se
ao constatarem a gratidão dos elefantes para com o amigo que lhes salvou as
vidas. Os elefantes permaneceram dois dias em volta da habitação, sem comer nem
beber, e, depois, iniciaram a longa viagem de regresso. Como eles sentiram que
perderam o homem-amigo? Que grande lição nos dão de gratidão e de
reconhecimento. Afinal, na nossa ignorância, pouco sabemos dos animais e
plantas. Que grande lição de gratidão para os homens e para os caçadores de
elefantes aprenderem!...

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