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| Por: Costa Pereira Portugal, minha terra. |
A Junqueira é uma paróquia muito antiga que já consta no “Censual do séc. XI”, com a designação de “Sancto Simeon” da Terra de Vermoim de Jusão,
e ao que se diz, fundada em terras de D. Paio Guterres, fundador do
Castelo de Leiria, que o rei D. Afonso Henriques coutou e doou ao
Arcediago para manutenção do Mosteiro dedicado aos Apóstolos Simão e
Judas Tadeu. Do Convento “que o regime comendatário – 1516 a 1595 – lapidou em proveito individual, foi depois á custa da venda dos bens do Mosteiro que se construiu a atual igreja, dos finais do séc. XVII e que entronca nesse mosteiro que esteve confiada aos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho,
grandes promotores do culto graciano. A eles se deve a construção da
Cerca, o Retábulo da Capela-Mor e a Capela de N.S. da Graça. Se a capela
tem imagem antiga e festa anual, não descobri, mas que no dias 28 e 29 de Dezembro de 2013, o lugar de Lamelas esteve em festa não há duvida. E razão teve para isso, pois a sua capela festejava nessa ocasião 300 anos que foi construída,
e a paróquia assinalou com: Procissão de Velas, da Capela para a Igreja
Paroquial e Eucaristia, no dia 28; e no dia 29, com Missa na Igreja
Paroquial, de manhã, e de tarde, uma Procissão da Igreja para a Capela,
com Missa Campal no recinto do adro. Desde 1978, classficada como Imóvel de Interesse Público,
esta capela, em estilo barroco, situa-se isolada numa elevação em
espaço rural do lugar de Lamelas e pertencia ao domínio do Mosteiro de
São Simão da Junqueira. Antiga ou moderna, falta fazer da imagem da
padroeira a conveniente divulgação; e para isso nada como passar a
honrar Nossa Senhora da Graça com mais regularidade.

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