| Os três magníficos "embaunilhados* |
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| Virgilio Gomes |
| Baunilha Vagem * |
Dela se tem contado muitas estórias, e a muitas aplicações se destinou até como ingrediente fundamental para preparos afrodisíacos. Contam-se até lendas fantásticas para justificar o seu aparecimento, como se de uma entidade mitológica se tratasse. Parece que quando o descobridor espanhol Hernán Cotés aportou ao México foi recebido com honras importantes por Montezuma que lhe terá oferecido opíparos banquetes que terminavam com uma bebida adocicada feita com cacau e temperada com baunilha. Terá sido através da corte espanhola que a baunilha chegou à Áustria e à França e que a partir do século XVII se começou a adotar espacialmente para as sobremesas, incluindo os gelados. E foi no capítulo doceiro que a baunilha mais se expandiu. Na Europa são raras as utilizações em confeções salgadas. No entanto, no México adiciona-se baunilha a preparações picantes, ao marisco e a alguns pratos de carne.
Considerada para a maioria como uma vagem, contrapõem outros, como Jean-Marie Pelt, que é uma falsa vagem. Adquire, no entanto, um continuado sentido poético, como “néctar dos deuses, e ainda valorizado pela nobreza da família vegetal a que pertence: a das orquídeas.
De regresso às crónicas semanais. Um produto que sempre se assumiu como sofisticado:

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