Também com organização Sons da Terra -- à
semelhança do Intercéltico de Sendim (ver post anterior) --, mas neste caso em
parceria com a empresa espanhola Actos Management, o Largo de Aviz, Serra do
Pilar, em Vila Nova de Gaia, recebe nos dias 5 e 6 de Julho a estreia do Douro
Celtic Fest, este também com um programa bastante apelativo e a fazer lembrar
-- mais a mais com alguns dos nomes que traz -- o saudoso Intercéltico do
Porto. O comunicado: «Celebrar a música folk de célticas ressonâncias, eis o
mandato cultural que determinou a criação do DOURO CELTIC FEST, cuja primeira
edição decorre sob o signo da excelência, com seis concertos propostos por seis
bandas que são referências obrigatórias e indispensáveis. Em tons maiores de
celebração colectiva, o DOURO CELTIC FEST recupera a sedução da festa e da
partilha intercultural. Organização Sons da Terra (Portugal) Actos Management
(Espanha) Apoio Institucional Município de Vila Nova de Gaia Pelouro da Cultura
* Gaianima * Gaia Cidade de Cultura Facebook www.facebook.com/DouroCelticFest 5
Julho 2013 UXU KALHUS Portugal Reafirmamos o direito à autodeterminação do Folk
Português!... Em finais dos anos 90 do século passado começou a ganhar força em
Portugal uma tendência centrada na recuperação das danças e dos bailes
tradicionais. Protagonizado por jovens formações então surgidas, desde logo
ficaria de sobremaneira evidenciado o gosto pelas estéticas vanguardistas da
fusão e da mestiçagem, sobretudo veiculadas nos contextos expressivos da na
época emergente cena da chamada world music.
Muito mais do que propostas de
interacção cultural foram sobretudo apresentados projectos filiados ou
inscritos na interculturalidade, sem no entanto perderem a presença
predominante dos referenciais portugueses. O novo baile português quer
preservar a nossa diversidade cultural e simultaneamente integrar outras
culturas no cadinho evolutivo que é o folk português actual. O novo baile
português é dinâmico, em constante mutação, não se limita a formas estáticas e
empoeiradas: as nossas raízes culturais são a plasticina que está a ser moldada
por hordas de ovelhas que vão engrossando o rebanho em viagem. Uxu Kalhus
contribuem para este movimento já em marcha, organizando uma transumância que não
tem rota definida nem, fim à vista, pretendendo apenas mostrar paisagens
sonoras, prados harmónicos e balhos diversos, para dar farto alimento ao
rebanho. Formação Joana Margaça (voz) Eddy Slap (baixo eléctrico e voz) Paulo
Pereira (flautas e voz) António Bexiga (guitarras, viola campaniça e voz) André
Lourenço (teclado e voz) Luís Salgado (bateria) Discografia Recomendada 2006 A
Revolta dos Badalos 2009 Transumâncias Groove 2012 Extravagante 5 Julho 2013
SEARSON Canadá Quando muitos já acreditavam que fosse muito pouco provável o
aparecimento de novas bandas capazes de reinventarem as actuações ao vivo, em
termos de dinâmicas performativas e de interacção com o público, as três irmãs
Searson – Erin, Heather e Colleen – foram a surpresa total: um verdadeiro
furacão de emotividade e de partilha veio tomar conta de cada palco pelo qual
já passaram, nos mais prestigiados festivais folk norte-americanos e europeus.
Com uma poderosa mistura das estéticas associadas à música celta e à pop music,
sem perderem as referências fundamentais do estilo violinista da região de
Ottawa Valley, no Canadá, as Searson – juntamente com o baterista e
percussionista Danno O'Shea – fazem de cada concerto um hapenning pleno de
energia, não faltando mesmo a emblemática step dance irlandesa. Formação Erin
Searson (voz, piano, teclados, bandolim e step dance) Colleen Searson (violin,
voz, bandolim e step dance) Heather Searson (baixo e step dance) Danno O'Shea
(bateria e percussão) Discografia recomendada 2001 House Party 2004 Follow 2005
Searson Live 2008 A Different Kind of Light 2009 Ignite 2012 Fade and Shine 5
Julho 2013 BERROGUETTO Galiza BERROGÜETTO não é um grupo de música tradicional
mas sim um grupo comprometido com a música galega mas com uma total liberdade
de criação, reflectindo todas as nossas inquietudes e todas influências
possíveis, sem abandonar a nossa origem cultural.
O grupo evidencia uma visão
muito positiva sobre a evolução experimentada pela música galega, que passou de
uma visão exclusivamente celto-atlântica para propostas mais ancoradas nos
padrões estéticos mais próximos da nossa tradição musical. Actualmente
assiste-se a uma incorporação das mais variadas influências, num processo
múltiplo de mestiçagem, com apresentação de propostas próprias e sólidas, desde
as vertentes mais tradicionais às abordagens mais contemporâneas, ocupando hoje
a folk na Galiza muito do espaço social que era outrora ocupado pela música
tradicional. Todos sabemos que se pode com toda a legitimidade falar de um
antes e de um depois do aparecimento de Berrogüetto – um dos grupos que tem
demonstrado maior e mais relevante capacidade para se reinventar e reafirmar,
disco após disco, numa recusa culturalmente muito enriquecedor em descansar na
comodidade dos muito bem sucedidos caminhos percorridos – no panorama da folk
galega e europeia, pelo que um concerto desta seminal formação é banquete
musical garantido. Formação Anxo Pintos Guilhermo Fernández Quico Comesanha
Quim Farinha Santiago Cribeiro Isaac Palacím Discografia recomendada 1996 Navicularia
( 1999 Viaxe por Urticaria 2001 Hepta 2006 10.0 2010 Kosmogonías 6 Julho 2103
GALANDUM GALUNDAINA Portugal Emergindo da mais expressiva música tradicional
mirandesa, os Galandum Galundaina elaboraram uma das mais enraizadas e
inovadoras propostas de glocalização musical que nos foi dado conhecer em
Portugal, constituindo um projecto de verdadeira intervenção reactualizada e
revigorada a partir das essências primeiras dos sons da Terra de Miranda. Com
um rigoroso recurso ao cancioneiro tradicional e um apurado estudo (e
construção) dos instrumentos populares tradicionalmente utilizados na Terra de
Miranda, os Galandum Galundaina registaram novas incorporações estéticas e
organológicas, tendo criado um som único e diferenciador que nos remete para o
que de melhor e culturalmente mais relevante se vai fazendo em Portugal em
contexto folk. Os seus concertos são actos de singular comunicação com o
público, envolvendo-o com uma rítmica contagiante na qual se desenvolvem
melodias de todo o encantamento. Formação Alexandre Meirinhos (voz, caixa de
guerra e percussões diversas) Manuel Meirinhos (voz, flauta pastoril e tamboril
e percussões tradicionais) Paulo Meirinhos (voz, rabel, bombo, rigaleijo, gaita
de foles, percussões tradicionais) Paulo Preto (voz, sanfona, gaita de foles,
flauta pastoril e tamboril) Discografia Recomendada 2002 L purmeiro 2005 Modas
i Anzonas 2009 Senhor Galandum 6 Julho 2013 KEPA JUNKERA País Basco Gosto da
música porque é um mistério. Mas surpreendo-me sempre quando alguém se emociona
com a minha música, quando me dizem que não sabiam que eu podia tocar assim ou
quando me perguntam se uma certa música é da minha autoria. Parece- me incrível
que neste mundo em que tudo está descoberto ainda existam pessoas que conseguem
encontrar coisas que não conheciam e as façam suas com tanto carinho. 

Kepa
Junkera é um puro: a sua procura de equilíbrio entre o passado e o futuro da
música basca faz-se percorrendo caminhos de exemplar integridade, quer como
músico quer como cidadão. Musica basca sem fronteiras, com um Kepa Junkera a
revelar-se como um dos seus protagonistas, com uma postura de criatividade tão
irrequieta como surpreendente, fazendo da música um palco privilegiado para
todos os intercâmbios e encontros. Depois do aparecimento de Kepa Junkera, a
folk basca nunca mais foi o que era, abrindo de para em par as portas do seu
reconhecimento internacional, tendo como seguros alicerces a proposta
intercultural em grande parte por ele veiculada. Formação Kepa Junkera
(trikitixa) Harkaitz Martinez (txalaparta) Igor Otxoa (txalaparta) Angel Unzu
(guitarras e percussões) Julio Andrade (contrabaixo) Discografia 1998 Bilbao
00:00 2000 Athletic Bihotzez 2001 Maren 2003 K 2008 Etxea 2009 Kalea 2010 Beti
Bizi 2010 Herria 2011 Ipar Haizea Kepa Junkera y la Orquesta Sinfónica de
Euskadi 6Julho2013 FOR MEN AND A DOG Irlanda No panorama da frente de
excelência da folk irlandesa, os FOUR MAN AND A DOG ocupam um lugar muito
especial com uma inovadora proposta de dinâmica e excitante relação entre a
música tradicional esmeraldina e géneros musicais tão variados como
inesperados, desde o rap ao southern rock, passando pelo jazz, blues,
bluegrass, polka, country swing e, imagine-se até a salsa. Um concerto dos FOUR
MEN AND A DOG é um verdadeiro festim de emoções, envolvendo as audiências desde
o princípio até ao fim com uma prodigiosa capacidade de comunicação, tornando o
público parte integrante e indispensável do concerto. Constituído por um grupo
de músicos que são virtuosos instrumentistas – nunca fizeram ensaios e, não
raro, o alinhamento de cada concerto é decidido em cima da hora! – os FOUR MEN
AND A DOG surgiram em 1990 durante uma concerto-jam session no Belfast Folk
Festival. A trajectória pessoal dos seus membros confunde-se com a própria
história da folk irlandesa, levando-nos a grupos seminais como Planxty, Patrick
Street, Arcady, Clancy Brothers, Skylark… A presença de FOUR MAN AND A DOG no
DOURO CELTIC FEST 2013 será, estamos certos, um daqueles momentos musicalmente
mais gratificantes que guardaremos para sempre na nossa memória melómana.
Formação Donal Murphy (acordeão) Gino Lupari (voz e bodhran) Stephen Hayden
(violino) Cathal Hayden (violino, banjo) Kevin Doherty (voz e guitarra)
Discografia recomendada 1991 Barking Mad 1993 Shifting Gravel»
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