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Comentário
Há
muita verdade no escrito de Barroso da Fonte. E o que nos diz o mesmo? Aquilo
que todos sabemos há muito: Que o cancro do país é a sua Administração Pública
(em termo lato).
É
esta a causa principal do seu atraso. E o Governo de Pedro Passos Coelho sabe
disso (como o sabe toda a classe politica). Por essa razão, ainda ontem (6 de
Junho de 2013) levou à Assembleia da República, por intermédio do Secretário de
Estado da Administração Pública, uma proposta de Lei (diga-se, justa!) no
sentido de ser possível ao Estado poder averiguar com rigor informação que hoje
é dispersa, sobre as remunerações e suplementos dos trabalhadores da
própria Administração (Pública).
Qual
foi a resposta da oposição? Que era inconstitucional!
Então,
perante isto o Povo não se “alevanta”?
E
os grupelhos que andaram por aí a cantar a Vila Morena e a interromper os
ministros do governo, impedindo-os de um dos mais basilares direitos das
democracias maduras e civilizadas, que é o direito à liberdade de expressão,
porque é que não apareceram ontem na Assembleia a cantar a Vila Morena e a
interromper a oposição?
E
os que têm pedido a demissão do governo, porque razão não pedem agora a da
oposição?
E
os que têm denegrido a imagem do Presidente da Republica, porque razão se abstêm
de o fazer a esta oposição?
Perante
estas pantominas, o que resta ao governo? Fazer aquilo que o Dr. Barroso da
Fonte e gente decente como ele não quereriam: ir ao bolso dos pobres, para que
essa burguesia que ontem se opôs a uma proposta de Lei decente possa continuar
a ser remunerada como bem entende. Com os suplementos à medida da sua
mediocridade.
O
Regime está por um fio. Ou os bons fazem alguma coisa, ou não tardarão aí os
tempos da Revolução Francesa ou os da Primeira República.

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