O Presidente da República defendeu hoje (Quinta Feira)que apesar da greve ser um direito constitucional é preciso ter em atenção quem é atingido, sublinhando que “os estudantes não podem ser meios para atingir fins”.
|Texto: NaoM
Questionado sobre a possibilidade dos professores fazerem greve durante o
período de exames, o chefe de Estado sublinhou que, apesar de ser um direito
constitucional dos trabalhadores, quando se decreta uma paralisação “é preciso
ter em atenção aqueles que são atingidos”.
“Eu tenho alguma dificuldade em compreender bem como é que se podem atingir
jovens, crianças, jovens que estão a preparar o seu futuro”, disse.
Por isso, acrescentou, “é preciso ter em atenção aquilo que se pode fazer
primeiro para impedir a greve”.
De qualquer, continuou, caso a greve se realize, “os estudantes não podem
ser meios para atingir fins”.
Cavaco Silva, que falava aos jornalistas no final da sessão do encerramento
do encontro “FAZ – Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa 2013″, que
decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian, manifestou ainda a expectativa que as
negociações entre o Governo e os sindicatos a propósito da greve dos
professores “possam conduzir a bom porto”.
Relativamente à greve geral convocada para 27 de maio, o Presidente da
República disse apenas que se trata de um “direito constitucional dos
trabalhadores”.
Greve de professores: ministério garante
que exame de português vai mesmo realizar-se
07/06/2013 | 09:44 | Dinheiro Vivo
Governo e sindicatos
falharam quinta-feira um acordo para evitar a greve dos professores, que começa
hoje para as avaliações, com o Ministério da Educação a acusar as estruturas
sindicais de não se terem concentrado no setor da Educação.
"Não houve nenhuma proposta para
chegarmos a um entendimento de criarmos um verdadeiro sistema que excecionasse
as condições de aplicação do sistema de requalificação aos docentes",
criticou quinta-feira à noite o secretário de Estado da Administração Escolar,
Casanova de Almeida, no final da ronda negocial com os sindicatos, em
declarações aos jornalistas.
Os sindicatos do setor da Educação reuniram com o secretário de Estado da
Administração Escolar, Casanova de Almeida, e com o Secretário de Estado da
Administração Pública, Hélder Rosalino, nas instalações do Ministério da
Educação e Ciência (MEC) no Palácio das Laranjeiras, em Lisboa, para negociar
as novas regras aplicáveis à função pública.
Sobre a proposta do executivo apresentada aos sindicatos, Casanova de
Almeida adiantou que "esteve em cima da mesa" a possibilidade de
adiar a entrada dos docentes no sistema de mobilidade especial, agora chamado
de requalificação profissional, assim como a possibilidade de os professores
poderem beneficiar de uma contagem diferenciada no tempo de permanência no
sistema de requalificação.
"Não houve por parte dos sindicatos qualquer abertura, porque não
houve a possibilidade de se concentrarem sobre o setor da educação",
acusou o governante.
Casanova de Almeida afirmou que houve
uma "predisposição a excecionar os professores do regime de
requalificação", o que não foi suficiente para que os sindicatos
desconvocassem a greve. Com a
manutenção da convocação para a paralisação, o secretário de Estado da
Administração Escolar voltou a garantir que o exame de Português marcado para
dia 17 de junho, dia da greve geral dos docentes, vai mesmo realizar-se.
O Primeiro-ministro ainda ontem apelou para a possibilidade desta greve ser "transportada" para o dia 27 (dia da greve geral) para que os estudantes e as familias não fossem prejudicados. Admitiu a hipótese da requisição civil e espera que sejam atribuidos serviços minimos.
Comentário
A greve é um direito de qualquer classe profissional. Recusar
ese direito não serve os preceitos civilizicionais. Como também os não serve
quando esta prejudica terceiros.
Que a greve às avaliações
servia o interesse dos professores, sem dúvida. E não prejudicava ninguém. Até porque antes dessas
reuniões já os alunos sabem as suas classificações em todas as disciplinas. E
nesse sentido não lhes advém prejuízo algum. O mesmo se não pode dizer da greve
aos exames. Neste caso os alunos são os únicos prejudicados.
Quando alguém se submete a qualquer tipo de exame para determinado dia,
está mentalmente preparado para esse dia. Se for alterado, o processamento
mental também se altera. Sempre para pior, na generalidade. E isto é ciencia, não é opinião. Por essa
razão, a greve aos exames é, de todo, desprezível.
Já a Comunicação Social não prima pelo rigor. A greve, em si, não é uma
greve de professores, é uma greve da Fenprof (à qual se aliou a FNE, apenas
para a greve às avaliações e aos exames do dia 17), dos seus associados e, nalguns casos, de muitos outros professores individualmente.
Ao que parece, o que está em causa nesta greve é a questão da mobilidade.
Pois bem, o governo tem razão nesta questão, mas a ela se voltará um dia destes
com fundamentos que não interessam aos que promovem esta greve.




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