quarta-feira, 26 de junho de 2013

A Greve deu Razão ao Ministro


“Um profissional é aquele que faz o seu melhor trabalho quando menos vontade tem de o fazer”
Frank Lloyd Wright (arquiteto)
 
 

A greve aos exames e avaliações terminou. Felizmente, para bem de todos: alunos, professores e estruturas sindicais afectas à Frenprof e FNE.
Dela, o que se conclui? Que o ministro Nuno Crato tinha razão desde o início. E que o objectivo da mesma era derrubar o ministro e, sobretudo o Governo. Mas vamos por partes.
A FNE foi nitidamente a reboque da FRENPROF e os professores foram instrumentalizados. Porquê? Porque aquilo que ontem (Terça feira) as partes acordaram já tinha sido proposto pelo MEC (Ministério da Educação e Ciência), na pessoa do Secretário de Estado Casa Nova a seis de Junho. Ou seja, antes das primeiras negociações.
Então, porque razão as estruturas sindicais insistiram na greve? Porque o que estava em causa não eram reivindicações justas, era o caminho da barbárie para derrubar o Governo.
Os professores, por sua vez, deixaram-se instrumentalizar, por razões que não cabe analisar neste escrito, porque profundas.
Contudo, aos professores cabe a responsabilidade de terem ultrapassado a fronteira que nunca deveriam ter ultrapassado, por razões morais e éticas – a greve às avaliações e exames dos seus alunos!
A greve, contudo, não parou por acaso. O feitiço estava a virar-se contra o feiticeiro: O entusiasmo estava a esmorecer porque muitos professores “apalparam” a consciência, havia fortes probabilidades de os docentes ficarem sem férias (porque os alunos estão primeiro) e, ao que parece, a quem fez greve às avaliações, ser-lhe-á descontado no vencimento mais do que aquilo que os sindicatos disseram.
E as estruturas sindicais, com a esperteza (“saloia”) que se lhes reconhece, recuaram, sem todavia alardearem a vitória que lhes não coube.
Se há, neste momento, vitoriosos, são o ministro e o MEC. Porque, como diria J. De La Bruyére, “Rir-se de gente sensata é privilégio dos parvos”.

Armando Palavras

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