“Um profissional é aquele que faz
o seu melhor trabalho quando menos vontade tem de o fazer”
Frank
Lloyd Wright (arquiteto)
A greve aos exames e avaliações
terminou. Felizmente, para bem de todos: alunos, professores e estruturas
sindicais afectas à Frenprof e FNE.
Dela, o que se conclui? Que o
ministro Nuno Crato tinha razão desde o início. E que o objectivo da mesma era
derrubar o ministro e, sobretudo o Governo. Mas vamos por partes.
A FNE foi nitidamente a reboque
da FRENPROF e os professores foram instrumentalizados. Porquê? Porque aquilo
que ontem (Terça feira) as partes acordaram já tinha sido proposto pelo MEC
(Ministério da Educação e Ciência), na pessoa do Secretário de Estado Casa Nova
a seis de Junho. Ou seja, antes das primeiras negociações.
Então, porque razão as estruturas
sindicais insistiram na greve? Porque o que estava em causa não eram
reivindicações justas, era o caminho da barbárie para derrubar o Governo.
Os professores, por sua vez,
deixaram-se instrumentalizar, por razões que não cabe analisar neste escrito,
porque profundas.
Contudo, aos professores cabe a
responsabilidade de terem ultrapassado a fronteira que nunca deveriam ter
ultrapassado, por razões morais e éticas – a greve às avaliações e exames dos
seus alunos!
A greve, contudo, não parou por
acaso. O feitiço estava a virar-se contra o feiticeiro: O entusiasmo estava a
esmorecer porque muitos professores “apalparam” a consciência, havia fortes
probabilidades de os docentes ficarem sem férias (porque os alunos estão
primeiro) e, ao que parece, a quem fez greve às avaliações, ser-lhe-á
descontado no vencimento mais do que aquilo que os sindicatos disseram.
E as estruturas sindicais, com a
esperteza (“saloia”) que se lhes reconhece, recuaram, sem todavia alardearem a
vitória que lhes não coube.
Se há, neste momento, vitoriosos,
são o ministro e o MEC. Porque, como diria J. De La Bruyére , “Rir-se de gente
sensata é privilégio dos parvos”.
Armando
Palavras

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