sexta-feira, 24 de maio de 2013

Ministros das Finanças e da Economia anunciaram medidas para incentivar relançamento do investimento privado produtivo


              Ministro das Finanças (Vítor Gaspar)              Ministro da Economia (Álvaro Santos Pereira)
 
"Momento de investir é já"

Vítor Gaspar anunciou várias medidas fiscais que pretendem relançar o investimento das empresas portuguesas. Caixa Geral de Depósitos vai conceder mais crédito.

Agricultores aplaudem "supercrédito fiscal"

O ministro das Finanças defendeu esta quinta-feira que chegou o "momento de investir". Durante uma conferência de imprensa em Lisboa, Vítor Gaspar anunciou várias medidas fiscais, entre as quais a criação de um incentivo que pode reduzir consideravelmente a taxa de IRC no caso de empresas que façam investimentos em 2013.
O ministro da Economia, que surgiu ao lado de Vítor Gaspar, chama a esta medida "supercrédito fiscal". O incentivo visa montantes até cinco milhões e corresponde "a uma dedução à colecta de 20% do valor investido". A medida pode reduzir "para 7,5% a taxa de IRC para as empresas que invistam em 2013", sublinhou Vítor Gaspar.
O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, que também esteve presente na sessão, acrescentou ainda que o "supercrédito é para todos os sectores", mas "não é cumulativo com outros regimes de incentivo".
Vítor Gaspar anunciou também a criação de um gabinete fiscal do investidor internacional, dinamizado pela Autoridade Tributária e pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP). Outra das medidas anunciadas é a "redução em 30 dias do prazo máximo de resposta de processos urgentes em matéria fiscal".
O Governo ainda não contabilizou "o efeito imediato das medidas, mas confia que terá efeito importante no investimento das empresas".

Caixa vai ter papel reforçado de apoio à economia

O ministro das Finanças sublinha que este pacote de medidas "visa relançar investimento privado produtivo" e, para isso, o papel do banco público vai ser reforçado. Assim, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai "reorientar o crédito para privilegiar os bens e serviços não transaccionáveis e capitalizar o tecido empresarial português para apoio das PME", diz o ministro.
Vítor Gaspar afirma que o objectivo é que, entre 2013 e 2015, o "crédito possa crescer 2.600 milhões, em linha com o previsto no plano de recapitalização" da CGD.
Além da Caixa, também o Banco Europeu de Investimento (BEI) vai conceder créditos às empresas portuguesas. Da mesma forma, o banco alemão KfW vai emprestar dinheiro e entrar no capital de algumas pequenas e médias empresas, através da "intermediação de instituições portuguesas", segundo o ministro.
No entanto, a "intermediação de linhas de crédito" do KfW ainda não tem "modalidades definidas", explicou Vítor Gaspar. Quanto ao banco de fomento, o ministro das Finanças revelou que "ainda não há calendário" para a sua criação.


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