sábado, 25 de maio de 2013

Miguel Sousa Tavares não é um idiota, um palerma ou um pateta

O então Primeiro-ministro de Portugal - Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva
(Em trabalho)
Miguel Sousa Tavares não é um idiota, um palerma ou um pateta. Mas nestas declarações sobre o Presidente da República portou-se como um bronco. E o que é um bronco? É um boçal. E o que é um boçal? É um tipo estúpido, um idiota, um palerma, um pateta, um tipo rude, grosseiro, …e por aí fora.

Miguel pertence àquela “elite” que nunca suportou Aníbal Cavaco Silva. E nunca o suportou, não pelo seu valor, mas porque o “algarvio” não pertence ao seu “grupo”. O “algarvio” (como alguns o tratam) não ascende daquela classe burguesa a que Miguel pertence; o “algarvio” vem do “povo”. De uma gente esquisita que se desunhou, se esforçou e teve mérito próprio para chegar onde chegou. Só por isto é que Miguel e a sua “gente” detestam o “algarvio”. E como pertence a essa “elite” privilegiada, que tudo adquiriu sem esforço e com mérito relativo, presunçosamente como um dos donos do país, permite-se às maiores alarvidades, incluindo o insulto!
Sobre a entrevista, nada diremos. Até porque faz a apologia de um “político” que levou o país à bancarrota. E para a sustentar tem a desfaçatez de querer comparar Portugal à Itália e à Espanha. O nosso Portugalzinho não passa de uma pequena avioneta ao lado de dois boing’s 447! Basta bem dizer que uma pequena região do sul de Espanha produz mais laranja do que Portugal inteiro!
Se Miguel se der ao trabalho de ler o livro de Renhart e Rogoff (Desta vez é diferente – Oito séculos de Loucura Financeira), perceberá (como muitos Miguéis por este país fora) que tanto o “comentador de Paris”, a quem generosamente o país (dos Miguéis) ofereceu um espaço de propaganda politica no serviço público de televisão (depois de o arruinar), como o “lobo das estepes” (a quem o país dos “Miguéis” também ofereceu um espaço privilegiado para dizer os disparates que bem entende), só dizem baboseiras sobre o PEC IV. Não passam de “mitólogos” (ou “mitologistas”) de segunda (ou terceira) categoria, a cavalgarem na LENDA desse PEC: o quarto. Só os patetas ainda não entenderam (e para isso não é preciso ser economista) que o PEC IV teria uma duração de três meses e seria sucedido por outros. O resgate viria, mais mês, menos mês. Na tontaria dos PEC’s só acredita quem quer. Ícaro também acreditou. E, desobedecendo às advertências do pai, Dédalo, elevou demasiado o voo, ficando mais perto do sol. Como as asas eram de cera, derreteram, e Ícaro estatelou-se no mar de Creta, numa estrondosa queda mortal!
Quanto à questão do Presidente da República, chegaria o primeiro parágrafo. Mas não. Não vamos ficar por aqui. É que há coisas que é preciso dizer. Embora em síntese. O que Aníbal Cavaco Silva é para Miguel e a sua “gente” já nós sabemos. Mas para o cidadão comum não é a mesma coisa. Mesmo que essa “gente” se esforce por denegrir a imagem do Professor, o cidadão que se esforçou, trabalhou e mereceu, sabe que o que foi (ou o que é, em muitos casos), o deveu à governação do então primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva. Foi durante a sua governação que se viveu uma democracia (quase) plena. Onde a igualdade de oportunidades, restringindo as excepções, foi um facto. E sobre o aspecto económico nem vale a pena falar. A História o fará. Quando chegou ao Governo havia cerca de 500 mil desempregados. Um assombro (!) para a época. Meia dúzia de anos depois foi o que se viu. Quando saiu do governo, o país era próspero. E por aqui ficamos. Por agora.
Há gente dessa “gente” que apreciamos. E por alguma temos mesmo admiração. Porque embora cáusticos, não são broncos. Não insultam; criticam, opinam, comentam. São civilizados!
Armando Palavras

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