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| O então Primeiro-ministro de Portugal - Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva (Em trabalho) |
Miguel
Sousa Tavares não é um idiota, um palerma ou um pateta. Mas nestas declarações
sobre o Presidente da República portou-se como um bronco. E o que é um bronco?
É um boçal. E o que é um boçal? É um tipo estúpido, um idiota, um palerma, um
pateta, um tipo rude, grosseiro, …e por aí fora.
Miguel
pertence àquela “elite” que nunca suportou Aníbal Cavaco Silva. E nunca o
suportou, não pelo seu valor, mas porque o “algarvio” não pertence ao seu “grupo”.
O “algarvio” (como alguns o tratam) não ascende daquela classe burguesa a que
Miguel pertence; o “algarvio” vem do “povo”. De uma gente esquisita que se
desunhou, se esforçou e teve mérito próprio para chegar onde chegou. Só por
isto é que Miguel e a sua “gente” detestam o “algarvio”. E como pertence a essa
“elite” privilegiada, que tudo adquiriu sem esforço e com mérito relativo,
presunçosamente como um dos donos do país, permite-se às maiores alarvidades,
incluindo o insulto!
Sobre
a entrevista, nada diremos. Até porque faz a apologia de um “político” que
levou o país à bancarrota. E para a sustentar tem a desfaçatez de querer
comparar Portugal à Itália e à Espanha. O nosso Portugalzinho não passa de uma
pequena avioneta ao lado de dois boing’s 447! Basta bem dizer que uma pequena
região do sul de Espanha produz mais laranja do que Portugal inteiro!
Se
Miguel se der ao trabalho de ler o livro de Renhart e Rogoff (Desta vez é diferente – Oito séculos de
Loucura Financeira), perceberá (como muitos Miguéis por este país fora) que
tanto o “comentador de Paris”, a quem generosamente o país (dos Miguéis)
ofereceu um espaço de propaganda politica no serviço público de televisão
(depois de o arruinar), como o “lobo das estepes” (a quem o país dos “Miguéis”
também ofereceu um espaço privilegiado para dizer os disparates que bem
entende), só dizem baboseiras sobre o PEC IV. Não passam de “mitólogos” (ou
“mitologistas”) de segunda (ou terceira) categoria, a cavalgarem na LENDA desse
PEC: o quarto. Só os patetas ainda não entenderam (e para isso não é preciso
ser economista) que o PEC IV teria uma duração de três meses e seria sucedido
por outros. O resgate viria, mais mês, menos mês. Na tontaria dos PEC’s só
acredita quem quer. Ícaro também acreditou. E, desobedecendo às advertências do
pai, Dédalo, elevou demasiado o voo, ficando mais perto do sol. Como as asas
eram de cera, derreteram, e Ícaro estatelou-se no mar de Creta, numa estrondosa
queda mortal!
Quanto
à questão do Presidente da República, chegaria o primeiro parágrafo. Mas não.
Não vamos ficar por aqui. É que há coisas que é preciso dizer. Embora em síntese. O que Aníbal
Cavaco Silva é para Miguel e a sua “gente” já nós sabemos. Mas para o cidadão
comum não é a mesma coisa. Mesmo que essa “gente” se esforce por denegrir a
imagem do Professor, o cidadão que se esforçou, trabalhou e mereceu, sabe que o
que foi (ou o que é, em muitos casos), o deveu à governação do então
primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva. Foi durante a sua governação que se
viveu uma democracia (quase) plena. Onde a igualdade de oportunidades,
restringindo as excepções, foi um facto. E sobre o aspecto económico nem vale a
pena falar. A História o fará. Quando chegou ao Governo havia cerca de 500 mil
desempregados. Um assombro (!) para a época. Meia dúzia de anos depois foi o
que se viu. Quando saiu do governo, o país era próspero. E por aqui ficamos.
Por agora.
Há
gente dessa “gente” que apreciamos. E por alguma temos mesmo admiração. Porque
embora cáusticos, não são broncos. Não insultam; criticam, opinam, comentam.
São civilizados!
Armando
Palavras

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