Dia
Mundial da Hipertensão celebra-se a 17 de Maio
A hipertensão arterial (HTA) é um
problema de saúde pública em Portugal. Um estudo recente da Sociedade Portuguesa
de Hipertensão revela que 42,2% da população é hipertensa e que um quarto dos
doentes continua por tratar.
Em Portugal, estima-se que cerca de
57% dos hipertensos não têm a doença controlada, tendo por isso o triplo de
probabilidade de sofrer de doenças cardiovasculares (ataque cardíaco, enfarte,
insuficiência cardíaca), quando comparados com indivíduos com pressão arterial
controlada.
Uma das explicações para o facto de
muitos hipertensos não terem a sua pressão arterial controlada é o fato da doença
ser muitas vezes totalmente desprovida de sintomas durante anos, o que leva a
que muitos doentes não adiram corretamente às medidas terapêuticas propostas
pelos profissionais de saúde, que incluem alterações do estilo de vida e toma
continuada da medicação nas dosagens e horários corretos.
Outra das conclusões importantes do
estudo prende-se com o aumento do número de casos de HTA resistente (HTAr),
isto é uma pressão arterial não controlada (acima de 140/90mmHg) apesar da toma diária de três ou mais
medicamentos em doses e combinações adequadas; cerca de 8% dos hipertensos
medicados têm esta forma mais grave da doença (muito maior risco de sofrer
complicações).
Até há pouco tempo as alternativas
para o tratamento dos doentes com hipertensão resistente eram essencialmente
farmacológicas, havendo necessidade nalguns doentes de se combinar 3, 4 ou até
mais medicamentos ao mesmo tempo.
Atualmente, já está disponível em
Portugal, uma técnica inovadora minimamente invasiva, chamada de desnervação
renal, que permite tratar com sucesso os doentes com hipertensão resistente,
conseguindo uma redução significativa e sustentada dos níveis de pressão
arterial.
Fernando
Pinto, Presidente da Sociedade Portuguesa de Hipertensão


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