sábado, 23 de março de 2013

Virgilio GomesPastéis de Santo António

Virgilio Gomes
 Pastéis de Santo António           
Quinta, 21 Março 2013 17:43

Tudo parecia ser uma notícia inocente, mas doce: a apresentação dos Pastéis de Santo António, em Pernes, como marca registada na sequência de um processo organizado pela Junta de Freguesia de Pernes.

Tenho-me dedicado a descobrir e estudar as estórias associadas à história da doçaria portuguesa quer seja popular ou conventual. Quando me falaram em Pastéis de Santo António fui de imediato vasculhar às minhas fontes de doçaria conventual, tinham-me garantido que estes eram conventuais, mas não tive grande sucesso. De Santo António apenas encontrei uns pãezinhos que se fazem no Brasil! Depois também me contaram que no concelho de Almada também se confecionam. Mas a minha fonte local, o meu amigo Vicente Batalha, ilustre teatrólogo e especialista em Bernardo Santareno, confirmou-me que eram conventuais, falou-me da tradição local e contou-me a história do convento. O Convento das Congregadas da Senhora de Sant’ Ana nasceu em 1753 e encerrou em 1845, possivelmente pela extinção das ordens religiosas decretada em 1834 e os seus bens nacionalizados. Este edifício foi resgatado das ruínas pela junta da paróquia de Pernes em 1884 para aí instalar as escolas primárias que aí funcionaram até 1979. Posteriormente foram feitas grandes obras entre 1986/89 para albergar as instalações da Junta de Freguesia que deram ao edifício a configuração atual. E porque se chamam de Santo António? Sempre existiu em Pernes uma devoção especial a Santo António, primeiro pela sua capela existindo desde 1585 e depois também pelo Cenóbio que era constituído por habitações de monges cenobitas em volta daquela capela.


De volta a Portugal e à nossas “coisas”:



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