quinta-feira, 7 de março de 2013

As lágrimas de Maria Azenha


Maria Azenha
Que as lágrimas levantem vôo

agora mesmo
és
um cisne.
 
teus lagos são jardins do Nada

há pássaros infinitos à revelia e
cultivas laranjas em varandas
de fogo                                    

secretos vasos

desço então pelas tuas asas
de lágrimas:
de
neve
e
ouro

depois nada mais faço
 
que as lágrimas levantem vôo
da tua
infinita    
face




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