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| Manuela Criner |
"A SOCORRO E A DORES eram duas irmãs espanholas que viviam
perto da casa dos meus AVÓS e amigas da minha " futura MÃE ". Um dia
foram a COIMBRA ver a Queima das Fitas. Com a confusão cada uma foi para seu
lado e às tantas a irmã Dores, muito aflita, vendo a irmã a afastar-se,
chamou-a em voz alta :- Socorro !Socorro !
Quem poderia imaginar que
o seu pedido de socorro era apenas a chamar a sua irmã Socorro ? Julgando que a
senhora se estava a sentir mal, perguntaram-lhe o que tinha. E ela só dizia -
Socorro! Socorro
Então agarraram-na para a
levarem ao Hospital. Aflita, gritou ainda com mais força- Socorro! Socorro!
Finalmente a Socorro veio em seu socorro, socorrendo a irmã
Dores do socorro que os outros lhe queriam prestar.
E AGORA UMA OUTRA, PEQUENINA.
Tinha três anos e havia um miudito que ia sempre lá a casa pedir
esmola. Tinha uns sete anos - morreu afogado com vinte e cinco- e vestia sempre
uma camisola interior sem mais nada. Eu olhava e não compreendia. A minha Mãe
agarrava-me ao colo, mandando-lhe dar um prato de sopa e dizendo-lhe que não
tornasse a vir sem calças. Mas o miúdo voltava e eu olhava e, sinceramente,
lembro-me de perguntar porque é que eu não...
Eu julgava que éramos
todos iguais...alguma coisa não estava bem...
A minha Mãe se encarregou
de lhe arranjar um par de calças...
E MAIS OUTRA...


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