JORGE LAGE
Caminho Camoniano no Alto Tâmega, Verín e Monterrey, por que não? – Sabemos que a família galega Vaz, de Camos (Camões) se terá fixado nos arredores de Chaves, na actual freguesia de Vilar de Nantes. Que Antão Vaz encaminhou alguns dos seus filhos para o seminário e que um deles, Simão Vaz, estudou no seminário de Braga, onde terá completado o curso Teológico, em 1523. Passados cerca de nove meses nasce Luís Vaz, fruto da união de Simão com a jovem Ana de Sá («de» determinativo geográfico – Sá, no concelho de Valpaços).
Ainda hoje há
uma ligação efectiva entre as famílias Vaz de Vilar de Nantes (Chaves) a Sá
(Valpaços). Não havendo outro suporte documental, na Ciência Histórica, manda a
tradição. Como referi em textos anteriores, é só chegar a Vilar de Nantes, e perguntar
pela casa em que nasceu Luís de Camões e toda gente madura e velha aponta para
o lugar de Nantes e aqui são bastante precisos. O nosso épico escreveu «Os
Lusíadas» e autores de epopeias, em todo o mundo, há apenas quatro. Isto para
vos dizer que a publicação d’«Os Lusíadas» deu brado no país e na Península
Ibérica. Assim, a população de Nantes, de Vilar de Nantes e de Chaves nunca
esqueceu um «filho da terra» e esta tradição, a única que conta quando nada mais
existe sobre o seu nascimento. Esta é a hipótese mais provável e como diz José
Manuel Carvalho Martins e os versos de Camões atestam: «A la en Monte Rei,
en Bal de Laça// a Biolante bi, beira de um rio/». Por isso, à semelhança
de outros caminhos, como os de Santiago, torna-se urgente implementar o
«Caminho Flaviense de Luís Vaz de Camões», de Nantes/Vilar de
Nantes/Chaves/Verín/Monterrey (podendo até iniciar-se em Sá em homenagem a Ana
Vaz, mãe de Camões). Explorando-se a vertente poética, naturista e turística.
Fica o desafio, esperando que os responsáveis flavienses, verinenses e
monterreienses saibam aproveitar. Representaria uma grande homenagem a Luís Vaz
de Camôes.

.png)
Desconhecia esta ligação ao meu querido Trás-os-Montes. Prometo que irei visitar Vilar de Nantes e Sá. Obrigado pelo seu belo artigo. Jorg e
ResponderEliminar