Criação de um Parque Biológico da Terra Quente? – Quando amamos o torrão natal, sonhamos com o melhor para a nossa terra e lançam-se sugestões, sendo umas aproveitadas e outras não.
Numa consulta ao blogue «tempocaminhado», onde colaboro, revejo duas sugestões feitas na minha
curtíssima intervenção no «IV Congresso Transmontano e
Alto-duriense», ocorrido nos dias 25 a 27 de Maio de 2018, no Pavilhão do
Conhecimento, no Parque das Nações – Lisboa. Chamei o IV Congresso Transmontano
à liça porque o livro das actas do congresso foi apresentado, dia 7 de
Setembro, em Lagoaça – Freixo de Espada-à-Cinta e no dia 10 de Outubro, na Casa
de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa (junto ao Campo Pequeno). Este
Congresso, entre vários temas tratados, serviu para me certificar que a culpa
da falta de desenvolvimento do interior profundo se deve, em grande parte, à
mediocridade de muitos dos nossos autarcas. Não aceita (recebem mal e
consideram as suas coutadas ameaçadas) as boas ideias que geram desenvolvimento
e riqueza. Para haver desenvolvimento ou crescimento é preciso muito trabalho
de planeamento e execução, bem como visão estratégica. Mas, no blogue sou
surpreendido com a minha proposta e que consta do livro das actas do IV
Congresso, a saber: a «Criação dos “Caminhos de Santiago” em Trás-os-Montes,
aproveitando as rotas dos caminhos medievais; e a Criação de um “Parque
Biológico da Terra Quente”, que poderia ser em Mirandela, desde o Campismo até
à Ponte da Formigosa, preservando-se a biodiversidade faunística e florística,
específicas da região. Criação (ainda) de mais Parques Urbanos nas nossas vilas
e cidades». A criação do «Parque Biológico da Terra Quente» era ouro azul,
gerando vários empregos qualificados directos e outros indirectos (V. N. de
Gaia tem quatro Parques Biológicos). Também, constacto que os «Caminhos de
Santiago» se têm implementado, embora alguns troços sem grande rigor histórico
e outros obedecendo a interesses bacocos. Para a validação destes percursos
deviam ser ouvidas as personalidades da cultura local mais avisadas,
historiadores que dominem bem a nossa história monográfica local e
medievalista. Como exemplo de muito trabalho, gerando desenvolvimento e
riqueza, cito o amigo conterrâneo, Isaltino Morais, Senhor de Oeiras, que de um
concelho rural transformou-o de tecnologia de ponta. Para um município se
desenvolver é precisa visão estratégica e planeamento, para depois se executar.
Sem projectos rigorosos ninguém nos vem dar nada. A incompetência de alguns autarcas
abafa-se com jantaradas e dizendo: «Lisboa não quer saber de nós». O trabalho
tem que ser dos autarcas da região, apresentando projectos.
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Como adquirir o livro: Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro Tel: 217939311 Tlm: 916824293 - Campo Pequeno, 50 - 3º Esq. 1000-081 Lisboa. -- E-MAIL: geral@ctmad.pt


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