O Secretariado da Comissão Executiva para a Homenagem Nacional aos Combatentes do Ultramar distribuiu uma síntese do programa oficioso, a decorrer, a partir das 10:30 h, no Mosteiro dos Jerónimos, a parte religiosa; e, desde as 12:15 h o programa militar, com desfiles em frente ao Monumento, com intervenções alusivas quer no Mosteiro quer, no fim das cerimónias, no convívio usual para com os familiares dos que tombaram e daqueloutros que ainda se arrastam, à espera do reconhecimento previsto no estatuto que o atual governo alardeou como triunfo inédito e foi um fiasco do tamanho do meio século da democracia.
Este relato foi publicado em 28 de Março de 1996:
«Exactamente no
dia em que entrou a Primavera,oficializou-se em Guimarães, o Movimento 10 de
Junho, que pretende defender e proclamar os valores da Pátria Portuguesa.
Foram outorgantes:
Dr. Carlos Oliveira Soares (do Porto), Dr. Barroso da Fonte (Montalegre),
Coronel Caçorino Dias (Lisboa), Miguel Lencastre (Porto), Dr. Miguel Corte-Real
(Porto) e (Comandante de Linha Aérea) Victor Manuel Ribeiro.
No final do acto
ao qual assistiram outros sócios, igualmente fundadores, entre os quais, o Director deste Jornal, (a Voz de
Trás-os-Montes), foi eleita a Comissão promotora, que ficou assim
constituída: Dr. Jaime Nogueira Pinto, Comandante Victor Manuel Ribeiro,
Coronel Caçorino Dias, Dr. Henrique Leitão, Dr. Carlos Fernando Oliveira
Soares, Miguel Lencastre e Drª Teresa Pinto Resende. Esta Comissão Instaladora
constituída por elementos, residentes, em Lisboa e no Porto, cuidará de criar
condições logísticas para que o Movimento se implante em todo o país, começando
com uma série de colóquios destinados a reflectir e a aprofundar as razões que
ditaram a Associação. Presume-se que ao fim de meio ano estejam criadas as
condições para realizar eleições para um primeiro mandato de três anos.
Durante a
assembleia fundacional foram designados alguns delegados regionais, a saber:
Dr. Miguel Corte-Real para o distrito do Porto; Dr. Barroso da Fonte para o
distrito de Braga; Dr. Francisco Fernandes para o distrito de Vila Real; Eng.°
João António Cabeço, distrito de Bragança; major Firmino Magro, distrito de
Lisboa; Dr. Luís Saraiva, distrito da Guarda; Dr. José Ângelo Lobo Amaral para
Macau e José Alves para as Comunidades Portuguesas.
O Movimento 10
de Junho é uma associação cívica, aberta a militares e a civis, de todas as
idades, sendo condição única a identificação, com o ideário cívico que
reside no respeito pelos valores supremos da Nação. É propósito do
Movimento continuar, anualmente, a empreender uma jornada nacional, no dia 10
de Junho, com deslocação a Lisboa, cerimónias religiosas, no Mosteiro dos
Jerónimos e concentração junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar. Ficou
assente que o o Padre António Maria Cardoso, diretor do jornal A Voz de
Trás-os-Montes, e capelão Militar que fora em Moçambique, presidirá, neste
próximo dia 10 de Junho de 1996, na Igreja do Mosteiro dos Jerónimos, às
cerimónias nacionais que terão, uma grande adesão, por parte de quantos ali
queiram deslocar-se, sejam militares ou civis, novos ou velhos, de muita ou
pouca formação académica. Este jornal, exactamente porque participou (na pessoa
do seu diretor e do autor deste apontamento) na outorga da escritura do
Movimento, orgulha-se de ser dos primeiros e talvez o único a documentar
fotograficamente tão simbólico momento.»
(In A Voz de Trás-os-Montes, 28 de Março de 1996. A escritura foi celebrada em 21/3/1996)
Barroso da Fonte


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