segunda-feira, 12 de junho de 2023

Primeira notícia do Movimento 10 de Junho


Por BARROSO da FONTE


A Comissão Executiva para a Homenagem Nacional aos Combatentes 2023 promove no próximo dia 10 de Junho, junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar, em Belém, mais um Encontro Nacional que merece o maior respeito. As cerimónias que ali terão lugar têm por objectivo reunir os Portugueses que queiram celebrar Portugal e prestar homenagem a todos aqueles que, ao longo da nossa História, foram chamados a servir o seu País. Quase 10 mil desses mártires foram, mas não voltaram. A maioria dos que semearam o chão, com as cinzas fúnebres, pertenciam «à raia miúda». Foram muito poucos aqueles cujas famílias tiveram meios para custear o regresso dos restos mortais. Os sucessivos políticos que se renderam, com promessas da recuperação naquilo que fosse recuperável, deixaram passar meio século, até que finalmente regulamentaram os apoios aos ex Combatentes em 2020. Mas mesmo assim ainda não passou quase nada à prática.

O Secretariado da Comissão Executiva para a Homenagem Nacional aos Combatentes do Ultramar distribuiu uma síntese do programa oficioso, a decorrer, a partir das 10:30 h, no Mosteiro dos Jerónimos, a parte religiosa; e, desde as 12:15 h o programa militar, com desfiles em frente ao Monumento, com intervenções alusivas quer no Mosteiro quer, no fim das cerimónias, no convívio usual para com os familiares dos que tombaram e daqueloutros que ainda se arrastam, à espera do reconhecimento previsto no estatuto que o atual governo alardeou como triunfo inédito e foi um fiasco do tamanho do meio século da democracia.

Este relato foi publicado em 28 de Março de 1996:

«Exactamente no dia em que entrou a Primavera,oficializou-se em Guimarães, o Movimento 10 de Junho, que pretende defender e proclamar os valores da Pátria Portuguesa.

Foram outorgantes: Dr. Carlos Oliveira Soares (do Porto), Dr. Barroso da Fonte (Montalegre), Coronel Caçorino Dias (Lisboa), Miguel Lencastre (Porto), Dr. Miguel Corte-Real (Porto) e (Comandante de Linha Aérea) Victor Manuel Ribeiro.

No final do acto ao qual assistiram outros sócios, igualmente fundadores, entre os quais, o  Director deste Jornal, (a Voz de Trás-os-Montes), foi eleita a Comissão promotora, que ficou assim constituída: Dr. Jaime Nogueira Pinto, Comandante Victor Manuel Ribeiro, Coronel Caçorino Dias, Dr. Henrique Leitão, Dr. Carlos Fernando Oliveira Soares, Miguel Lencastre e Drª Teresa Pinto Resende. Esta Comissão Instaladora constituída por elementos, residentes, em Lisboa e no Porto, cuidará de criar condições logísticas para que o Movimento se implante em todo o país, começando com uma série de colóquios destinados a reflectir e a aprofundar as razões que ditaram a Associação. Presume-se que ao fim de meio ano estejam criadas as condições para realizar eleições para um primeiro mandato de três anos.

Durante a assembleia fundacional foram designados alguns delegados regionais, a saber: Dr. Miguel Corte-Real para o distrito do Porto; Dr. Barroso da Fonte para o distrito de Braga; Dr. Francisco Fernandes para o distrito de Vila Real; Eng.° João António Cabeço, distrito de Bragança; major Firmino Magro, distrito de Lisboa; Dr. Luís Saraiva, distrito da Guarda; Dr. José Ângelo Lobo Amaral para Macau e José Alves para as Comunidades Portuguesas.

O Movimento 10 de Junho é uma associação cívica, aberta a militares e a civis, de todas as idades, sendo condição única a identificação, com o ideário cívico que reside no respeito pelos valores supremos da Nação. É propósito do Movimento continuar, anualmente, a empreender uma jornada nacional, no dia 10 de Junho, com deslocação a Lisboa, cerimónias religiosas, no Mosteiro dos Jerónimos e concentração junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar. Ficou assente que o o Padre António Maria Cardoso, diretor do jornal A Voz de Trás-os-Montes, e capelão Militar que fora em Moçambique, presidirá, neste próximo dia 10 de Junho de 1996, na Igreja do Mosteiro dos Jerónimos, às cerimónias nacionais que terão, uma grande adesão, por parte de quantos ali queiram deslocar-se, sejam militares ou civis, novos ou velhos, de muita ou pouca formação académica. Este jornal, exactamente porque participou (na pessoa do seu diretor e do autor deste apontamento) na outorga da escritura do Movimento, orgulha-se de ser dos primeiros e talvez o único a documentar fotograficamente tão simbólico momento.»

(In A Voz de Trás-os-Montes, 28 de Março de 1996. A escritura foi celebrada em 21/3/1996)

Barroso da Fonte


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