quarta-feira, 3 de maio de 2023

Ler os outros


Ler os outros

Paulo Sousa, 02.05.23

António Barreto regressa ao espaço público com regularidade, onde acrescenta uma clareza de pensamento que aprecio escutar. No seu último artigo de opinião no Público, fala sobre várias aspectos da actualidade de que aqui partilho um excerto.

"Entre as fraquezas da democracia está a mais citada: é o regime de todos, incluindo os não democratas e os antidemocratas. Além desta, outras fragilidades mostram bem como, mais do que imperfeita, a democracia tem vícios, alimenta vícios e premeia vícios. O regime democrático inclui corruptos, mentirosos, exploradores, ladrões e os representantes das várias cáfilas conhecidas. A democracia coexiste ainda com cunhas, droga, machismo, assédio sexual e tráfico de influências. Muitos destes vícios e defeitos têm de ser tratados com civilização. Outros, com a Justiça e o Estado de direito. Quando estes últimos falham, perde a democracia.

Os últimos episódios “mediáticos” revelaram o papel crescente do partido Chega e os receios, igualmente crescentes, dos que se dizem defensores da democracia. E que talvez sejam, em título, pelo menos. Mas convém olhar melhor para este confronto que parece simples, mas não é. Na verdade, os provocadores do Chega, ridículos, mas eficazes, são tão perigosos quanto os prevaricadores do PS e do PSD. Os oportunistas do Chega são tão ameaçadores quanto os que não são capazes de gerir a democracia. Sem falar naqueles que se querem aproveitar da democracia."

O artigo na sua totalidade pode ser lido também no seu blog.


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Aconselha-se a leitura desta entrevista:

https://sol.sapo.pt/artigo/733943/antonio-barreto-a-justica-do-antigo-regime-era-mais-seria-do-que-a-de-agora

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