This book is about experiences of sexual misconduct in the
everyday spaces of academia and what and how we can learn from these
experiences to inform an ethics of care in the university.
By bringing a wide range of lived experiences of students, staff
and researchers out of their current marginalised positions within academic
discussions, the book offers a deeper understanding of sexual misconduct in the
academy for both students and staff. Each of the chapters offers not only
opportunities for conversation and reflection, but addresses and suggests what
responses to academic sexual misconduct could and should involve. By presenting
collective accounts of experiencing, witnessing, researching and writing about
sexual misconduct in academic spaces, Sexual Misconduct in
Academia examines how to develop ethical pedagogical practices, if an
ethics of care is to be truly implemented or transformed.
This book is suitable for students and scholars in Gender
Studies, Education and Sociology.
Texto de três investigadoras leva
Centro de Estudos Sociais a investigar denúncias de assédio sexual. Boaventura
de Sousa Santos implicado
Três investigadoras escreveram um
capítulo de livro onde falam das suas experiências de assédio sexual. Um dos
docentes que acusam — a quem chamam Professor Estrela — será Boaventura Sousa
Santos.
O capítulo do livro chama-se
(numa tradução livre) “As paredes falaram quando mais ninguém podia”. Assinado
por três investigadoras, uma delas portuguesa, o texto conta as suas
experiências, através de uma etnografia, com assédio sexual e moral numa
instituição universitária por onde as três passaram. Embora não refiram nomes,
nem sequer o da instituição em causa, é fácil juntar as peças e perceber que se
referem ao Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. A própria
instituição já reagiu, através de comunicado, e promete abrir uma investigação
ao sucedido.
Da mesma forma, um dos docentes
que acusam — a quem chamam Professor Estrela — é facilmente reconhecido nos
traços do diretor emérito do CES, Boaventura Sousa Santos. O Observador não
conseguiu chegar à fala com o professor e questionada a direção do CES sobre
esta questão concreta, a resposta foi de que não irão “neste momento comentar
aspetos que virão a ser, certamente, objeto de averiguação por parte” da
comissão independente.
Em declarações à Sábado,
porém, o atual diretor do CES, António Sousa Ribeiro, refere que o artigo “é
explícito em relação a situações e nomes”, reconhecendo que o “Star Professor”
será Boaventura, assim como Bruno Sena Martins, o “Aprendiz”. Já o o Diário de
Notícias conseguiu falar com Boaventura de Sousa
Santos, que também diz reconhecer-se na personagem traçada no artigo, mas
recusa todas as acusações de que é alvo.
O texto faz parte de um livro coletivo publicado pela Routledge — editora multinacional britânica especializada em livros académicos nas áreas de ciências humanas e sociais — intitulado “Sexual Misconduct in Academia” (Má Conduta Sexual na Academia). O capítulo “The walls spoke when no one else would. Autoethnographic notes on sexual-power gatekeeping within avant-garde academia” é assinado por Lieselotte Viaene, Catarina Laranjeiro e Miye Nadya Tom.

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