Está explicado porque o Governo
recusou enviar o parecer do despedimento da CEO da TAP aos deputados: não há
parecer
CNN Portugal , JGR
Depois de um dia em que duas
ministras se desdobraram em justificações para o parecer da TAP não aparecer, Fernando
Medina esclareceu: não existe.
Menos de 24 horas depois de a
ministra Ana Catarina Mendes recusar enviar à comissão de inquérito da TAP os
pareceres jurídicos que justificaram as demissões da anterior
presidente-executiva e do chairman da companhia, e de a ministra Mariana Vieira
da Silva defender a decisão para defender “o interesse público e do Estado”,
Fernando Medina veio confirmar aquilo que muitos partidos suspeitavam já: o
Governo não envia o parecer porque não existe nenhum parecer.
Recorde-se que, na quarta-feira
,o Governo justificou a recusa em enviar à comissão de inquérito da TAP os
pareceres jurídicos com a necessidade de "salvaguarda do interesse
público".
O gabinete da ministra Adjunta e
dos Assuntos Parlamentares alegava que "o parecer em causa não cabe no
âmbito da comissão parlamentar de inquérito (CPI)" e "a sua
divulgação envolve riscos na defesa jurídica da posição do Estado".
"Por isso mesmo, a resposta
do Governo à CPI visa a salvaguarda do interesse público", escreveu o
gabinete de Ana Catarina Mendes.
Resposta semelhante deu a
ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, que considerou que seria um
caso de "ficção científica" procurar investigar na comissão
parlamentar de inquérito o parecer sobre o despedimento da ex-CEO da TAP.
"O Governo entende que,
tendo em conta que os pedidos feitos são todos de factos que aconteceram
posteriormente à comissão de inquérito parlamentar, estão fora do seu âmbito
porque, senão, estaríamos num caso muito tratado na ficção científica de
procurar investigar factos posteriores", argumentou a ministra em resposta
ao deputado da Iniciativa Liberal Carlos Guimarães Pinto.
O caso está, porém, a causar
polémica. O líder do partido Chega já se pronunciou e pede a demissão do
ministro das Finanças. “O Governo admitiu que mentiu e que o ministro das
Finanças mentiu ao país e tem de, por isso, ser responsabilizado”, defendeu
André Ventura.
“Um dia depois, não há parecer.
Não havia maneira de o parecer aparecer e o Governo decidiu admitir aquilo que
já se suspeitava, que, de facto, não havia um documento a que se possa chamar
parecer, que justifique a demissão por justa causa [de Christine
Ourmières-Widener]”, observou o comentador da CNN Portugal Paulo Ferreira.
Comentário:
Até quando o país aguenta estas aldrabices
e estas incompetências políticas?
Estes três ministros, num país
europeu, há muito que se teriam demitido, ou teriam sido demitidos se o governo
fosse chefiado por um primeiro-ministro a sério. Vamos mais longe: num país
europeu o primeiro-ministro já se tinha demitido (por ele próprio).
O governo do dr. Costa tem
governado com a mentira. Teixeira dos Santos e Manuela Ferreira Leite,
disseram-no hoje quando abordaram o tema das pensões.


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