JORGE LAGE
Primeiro, foram para militares
por sua opção.
Segundo, aprende-se de início o
que é a instituição militar e os seus regulamentos.
Terceiro, eles não tinham as
condições mínimas para desempenharem a sua missão. Coitados dos sargentos e das
praças da armada! Podiam ter algum contratempo!...
Depois disto lembrei-me que eu e
muitos dos que participaram na guerra éramos uns privilegiados! Tínhamos todos
os meios de segurança, ainda que as minas rebentassem, que as emboscadas se
desencadeassem, que os foguetões e morteiros rebentassem no nosso
aquartelamento. Haver feridos e mortos numa guerra era normal.
Que os militares portugueses que
desempenham missões em teatros de operações internacionais, também é normal na
condição militar.
Mas, ameaçados e a correr perigos
é fazer vigilância a um vaso de guerra. Para mais com um só motor, porque não
havia outros meios.
Que interessava que um rebocador
acompanhasse à distância o barco de guerra?
Andamos todos a brincar num país
que não é para levar a sério. Com um governo que se acouta ao menor ruído para
não ficar mal na fotografia.
Qualquer dia entregamos a nossa segurança colectiva a uma quadrilha e aí oferecem-nos toda a segurança de nem podermos pensar. Mas quem foi capaz de fazer tão hedionda e vil insubordinação, ouvia-se num café frequentado por militares, «que aos poucos estamos a ceder à ideologia dita das liberdades, de nem termos liberdade para pensar».


E assim que se fala!
ResponderEliminarPenso assim mesmo...
Deviam ter zelado para que alguém tivesse dado assistência ao motor do barco. Então que raio estão lá a fazer? A apanhar sol?
Jorge Lage foi bem claro naquilo que escreveu no tempo caminhado sobre as potenciais deficiências na embarcação em que treze marinheiros profissionais, temeram prosseguir viagem ao serviço da missão que lhes estava confiada.
ResponderEliminarSe os coitados treze profissionais tivessem embarcado, em 21 de junho de 1969, no Batelão que se afundou e destruiu, na travessia do Rio Zambeze, em Moçambique, matando 101 militares (todos soldados e milicianos) que diriam as redes sociais e os apoiantes que logo vieram para o aeroporto, como carpideiras, ofuscar o Chefe Gouveia que apenas ameaçou, mover-lhes um processo legítimo e necessário?
...Esta gente é criada a copinhos de leite!! Muita desta gente nova, quando se viu "grande", tinha a papa toda pronta - só foi preciso beber a "liberdade", estava servida a "balda" na bandeja..., nada de sacrifícios!
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