domingo, 20 de fevereiro de 2022

China: Arrematando a Europa

 

Gatestone Institute

China: Arrematando a Europa

por Judith Bergman  •  14 de Fevereiro de 2022

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  • Impressionantes 40% dos 650 investimentos chineses na Europa entre os anos de 2010 e 2020, segundo Datenna (uma empresa holandesa que monitora os investimentos chineses na Europa), tiveram "alta ou moderada participação de empresas estatais ou controladas pelo Estado".

  • Quando o presidente da Comissão de Assuntos Estrangeiros do parlamento britânico, Tom Tugendhat, escreveu que a compra pelos chineses da fábrica britânica de microchips Newport Wafer Fab "representava uma ameaça significativa para a economia e segurança nacional", o Secretário de Negócios do Reino Unido, Kwasi Kwarteng respondeu que o negócio tinha sido "considerado tim-tim por tim-tim". Somente após uma considerável pressão, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson concordou em realizar uma reavaliação de segurança nacional em relação à venda.

  • Sistemas eficientes destinados a bloquear investimentos estrangeiros com base em apreensões de segurança nacional parecem não existir ou simplesmente não estarem sendo utilizados o suficiente.

  • As "mais rigorosas estruturas de monitoramento" indubitavelmente não estão contendo as aquisições chinesas.

  • O que ao que tudo indica ser urgentemente necessário na Europa agora é uma compreensão mais aprofundada da ameaça que a China representa, bem como a vontade política de agir frente a esta ameaça. A tomada de medidas é urgentemente necessária para que se bloqueie dar de mão beijada investimentos que proveem os ativos estratégicos da Europa para as empresas estatais da China, que o Partido Comunista Chinês usa para promover seus objetivos expansionistas.

Por mais de uma década, a China vem comprando sorrateiramente empresas europeias de setores estratégicos, principalmente no âmbito da tecnologia e energia. Sistemas eficientes destinados a bloquear investimentos estrangeiros com base em apreensões de segurança nacional parecem não existir ou simplesmente não estarem sendo utilizados o suficiente. (Imagem: iStock)

Por mais de uma década, a China vem comprando sorrateiramente empresas europeias de setores estratégicos, principalmente no âmbito da tecnologia e energia. Ao que tudo indica, a China está fazendo uso desses bens europeus no sentido de facilitar as ambições do Partido Comunista Chinês (PCC) de se tornar uma potência global, tecnologicamente independente do Ocidente e, em última análise, suplantar os EUA como a superpotência econômica, política e militar do planeta.

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