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Reflexões JBM_ABRIL_2021
J. Barreiros Martins Prof. Cat. Emérito Jubilado da Univ do Minho
É claro que o Reitor já me tinha dito que
desejava que eu me transferisse de Braga para o Rio de Janeiro com toda a
Família vindo a ser Professor Sénior da PUC-RJ. Para me “conquistar” pagou
todas as despesas para eu e o meu Assistente Eurípedes Vargas (hoje Professor
Sénior da PUC-RJ) irmos a um
Congresso Internacional em Fortaleza no Norte do Brasil. Para lá fomos. Fortaleza
é uma cidade próxima do equador terrestre com altas temperaturas todo o ano.
Não cabe aqui descrever algumas peripécias interessante que lá ocorreram, mas
vale a pena dizer que o Governador que convidou alguns congressistas para um
“Jantar de Gala”, vivia que nem um “Nababo” com um jardim magnífico com piscina,
etc, etc. Na volta o Vargas disse-me: “ como a volrta não fica mais cara se
pararmos em Natal, São Salvador e Recife, nós vamos fazer isso para Você ficar
a conhecer algo do Brasil. Assim se fez. No aeroporto de Natal as paredes
interiores eram todas forradas de pedras semipreciosas. A Piscina do Hotel
tinha água a 25 ou 26 ºC. Dentro da água estivemos e só saímos para tomar o
almoço. Em Salvador era dia de Nossa Senhora da Conceição. A Igreja estava
cheia e ninguém mais podia entrar, mas de lá se podia ver o porto de Pesca de
Salvador exactamente igual ao porto de Pesca de LMarques. Tudo isso diminuiu o
trauma que eu ainda tinha da “DesColonização Exemplar” que o Mário Soares tinha
feito em Lusacka tendo por detrás dele o Cunhal. Cá em baixo as baianas
dançavam e ofereciam aos forasteiros “espetinhos” com pedacitos de carne de
porco e outras e pimentos.
Assavam-se em vários lugares existentes, o que era
muito agradável. Havia também vendedores de moedas antigas do tempo dos Reis em
Portugal e outras. Enfim, mais uns pingos que diminuíam a minha tristeza.
Daí voámos para o Recife.
Olinda é uma cidade com um grande conjunto de monumentos
religiosos históricos. Fica cerca de 10Km a norte de Recife à beira mar. Já não
me lembro como fomos para lá, eu e o Eurípes Vargas. Mas devia haver “Omnibus”
Todo o caminho é uma mesma Avenida» Cruz Cabugá caminho de Recife para Olinda. Visitámos vários Monumentos:
Mosteiro de São Bento de Olinda, história que se escreve há 432
anos
Na oitava reportagem da série sobre os primeiros prédios tomados
individualmente como património nacional em Olinda,
descobre-se o Mosteiro de São Bento, inscrito no Livro de Belas Artes do Iphan
desde julho de 1938. Protegido por lei federal há 80 anos, o prédio não pode
ser demolido nem descaracterizado.
“A obra de reconstrução
terminou em 1761 e alguns anos mais tarde, em 1860, frei Filippe de São Luís
Paim faz uma grande intervenção no prédio, com acréscimos e modificações”,
informa dom Luiz Pedro
Soares, 107º abade do Mosteiro de São Bento. No ano de 1895, seis anos após a
Proclamação da República, novos beneditinos ingressam no País para repovoar o
então esvaziado mosteiro de Olinda.
Os monges desembarcam em Olinda, alguns ficaram
na cidade e outros se dirigiram à Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Quixadá
(CE) entre outras localidades, diz o abade. “É o primeiro grupo de religiosos
que chega para ajudar a restaurar o mosteiro, vieram muitos alemães, eles têm
espírito missionário, são acostumados a sair das suas terras e enfrentar desafios
em novos lugares”, comentou dom Luiz.
OBRA
Uma cruz afixada na Sala Capitular, onde os monges se reúnem para tomar decisões importantes para a vida do Monastério, foi trazida da Bélgica para Olinda pelos missionários de 1895. A sala, cheia de vitrais com motivos religiosos, está inserida no projecto de restauração dos bens móveis integrados (parte artística) do Mosteiro de São Bento, aprovado pelo PAC Cidades históricas, programa financiado com recursos do governo federal.
O projecto, que foi desenvolvido por uma
empresa contratada pelo Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional
(Iphan), contemplou todo o conjunto arquitectónico do mosteiro: altares
laterais e tribunas para as antigas pregações dos padres na igreja, capela
abacial, sacristia, Sala Capitular e outras áreas do convento. É um dos
principais projectos do PAC, disse o engenheiro do Iphan Frederico Almeida.
Não houve intervenções no altar-mor, dedicado a
São Bento e que representou a arte barroca-rococó brasileira na exposição
Brasil: Corpo e Alma no Museu Guggenheim de Nova Iorque, em 2001, como a peça
mais importante da mostra. Esculpido em madeira nobre e folheado a ouro, o
altar do século 18 foi restaurado pela Fundação Joaquim Nabuco antes de seguir
para os Estados Unidos, num trabalho coordenado pela restauradora Pérside Omena.
“Também há uma pintura renascentista de 1594 doada ao mosteiro em 1870, que retrata São Sebastião, e a imagem do primeiro papa beneditino, São Gregório Magno, eleito em 592 e falecido em 604”, destacou dom Luiz. A igreja abre as portas das 5h30 às 12h e das 14h às 18h30, de segunda a sábado, e das 5h30 às 12h e das 14h às 19h30 aos domingos, sem cobrança de taxa de acesso aos visitantes.
MANUTENÇÃO
Eles avaliaram a possibilidade de implantar taxa de ingresso, como fazem outras igrejas do Sítio Histórico, para ajudar na manutenção da casa. “É difícil a conservação de uma edificação tão grande como essa,. É preciso garantir a sustentabilidade do mosteiro”, afirmou dom Luiz, eleito abade em 6 de dezembro de 2016.
Os monges, diz o abade, têm a obrigação perpétua de
rezar missa todos os dias em intenção da alma dos beneditinos fundadores do
monastério e dos benfeitores portugueses que colaboraram com a construção do
prédio doando terreno e materiais e também com a manutenção do edifício.
Além das actividades religiosas, o Mosteiro de
São Bento tem vínculos com a história da educação superior no País.
Dependências do convento acolheram, no princípio do século 19, o primeiro curso
de direito do Brasil, criado em 1827. E no século 20, abrigou os cursos de
agricultura e medicina veterinária, fundados em 1912 e que deram origem à
Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)





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