quarta-feira, 14 de abril de 2021

O 25 de Abril. Onde e como eu o Vivi (7)

https://tempocaminhado.blogspot.com/2021/04/o-25-de-abril-onde-e-como-eu-o-vivi-6.html

 

Reflexões JBM_ABRIL_2021

J. Barreiros Martins Prof. Cat. Emérito Jubilado da Univ do Minho

 

 É claro que o Reitor já me tinha dito que desejava que eu me transferisse de Braga para o Rio de Janeiro com toda a Família vindo a ser Professor Sénior da PUC-RJ. Para me “conquistar” pagou todas as despesas para eu e o meu Assistente Eurípedes Vargas (hoje Professor Sénior da PUC-RJ) irmos a um Congresso Internacional em Fortaleza no Norte do Brasil. Para lá fomos. Fortaleza é uma cidade próxima do equador terrestre com altas temperaturas todo o ano. Não cabe aqui descrever algumas peripécias interessante que lá ocorreram, mas vale a pena dizer que o Governador que convidou alguns congressistas para um “Jantar de Gala”, vivia que nem um “Nababo” com um jardim magnífico com piscina, etc, etc. Na volta o Vargas disse-me: “ como a volrta não fica mais cara se pararmos em Natal, São Salvador e Recife, nós vamos fazer isso para Você ficar a conhecer algo do Brasil. Assim se fez. No aeroporto de Natal as paredes interiores eram todas forradas de pedras semipreciosas. A Piscina do Hotel tinha água a 25 ou 26 ºC. Dentro da água estivemos e só saímos para tomar o almoço. Em Salvador era dia de Nossa Senhora da Conceição. A Igreja estava cheia e ninguém mais podia entrar, mas de lá se podia ver o porto de Pesca de Salvador exactamente igual ao porto de Pesca de LMarques. Tudo isso diminuiu o trauma que eu ainda tinha da “DesColonização Exemplar” que o Mário Soares tinha feito em Lusacka tendo por detrás dele o Cunhal. Cá em baixo as baianas dançavam e ofereciam aos forasteiros “espetinhos” com pedacitos de carne de porco e outras e pimentos.

Assavam-se em vários lugares existentes, o que era muito agradável. Havia também vendedores de moedas antigas do tempo dos Reis em Portugal e outras. Enfim, mais uns pingos que diminuíam a minha tristeza.

Daí voámos para o Recife.

Olinda é uma cidade com um grande conjunto de monumentos religiosos históricos. Fica cerca de 10Km a norte de Recife à beira mar. Já não me lembro como fomos para lá, eu e o Eurípes Vargas. Mas devia haver “Omnibus”

Todo o caminho é uma mesma Avenida» Cruz Cabugá caminho de Recife para Olinda. Visitámos vários Monumentos:

Mosteiro de São Bento de Olinda, história que se escreve há 432 anos

Na oitava reportagem da série sobre os primeiros prédios tomados individualmente como património nacional em Olinda, descobre-se o Mosteiro de São Bento, inscrito no Livro de Belas Artes do Iphan desde julho de 1938. Protegido por lei federal há 80 anos, o prédio não pode ser demolido nem descaracterizado.

Quando aportaram na vila de Olinda para fundar o Mosteiro de São Bento, em 1586, os monges beneditinos tiveram como primeira morada a Igreja de São João Batista dos Militares, no Amparo. Depois, transferiram-se para a Igreja do Monte, no bairro de mesmo nome. Curiosamente, as duas edificações escaparam do incêndio holandês em 1631. Talvez por estarem afastadas do que se poderia chamar o Centro da cidade naqueles tempos.

Mas não é nem em uma nem na outra vez que os monges vindos de Portugal para o Brasil fixam residência. Os beneditinos construíram o mosteiro de 1586 a 1592 num terreno no actual bairro do Varadouro. O convento, elevado a abadia em 1596 (século 16), é destruído no incêndio provocado pelos holandeses calvinistas no século 17. Reconstruído, passou por várias intervenções e hoje  apresenta-se como um edifício religioso barroco do século 18.

“A obra de reconstrução terminou em 1761 e alguns anos mais tarde, em 1860, frei Filippe de São Luís Paim faz uma grande intervenção no prédio, com acréscimos e modificações”, informa dom Luiz Pedro Soares, 107º abade do Mosteiro de São Bento. No ano de 1895, seis anos após a Proclamação da República, novos beneditinos ingressam no País para repovoar o então esvaziado mosteiro de Olinda.

Os monges desembarcam em Olinda, alguns ficaram na cidade e outros se dirigiram à Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Quixadá (CE) entre outras localidades, diz o abade. “É o primeiro grupo de religiosos que chega para ajudar a restaurar o mosteiro, vieram muitos alemães, eles têm espírito missionário, são acostumados a sair das suas terras e enfrentar desafios em novos lugares”, comentou dom Luiz.

OBRA

Uma cruz afixada na Sala Capitular, onde os monges se reúnem para tomar decisões importantes para a vida do Monastério, foi trazida da Bélgica para Olinda pelos missionários de 1895. A sala, cheia de vitrais com motivos religiosos, está inserida no projecto de restauração dos bens móveis integrados (parte artística) do Mosteiro de São Bento, aprovado pelo PAC Cidades históricas, programa financiado com recursos do governo federal.

O projecto, que foi desenvolvido por uma empresa contratada pelo Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional (Iphan), contemplou todo o conjunto arquitectónico do mosteiro: altares laterais e tribunas para as antigas pregações dos padres na igreja, capela abacial, sacristia, Sala Capitular e outras áreas do convento. É um dos principais projectos do PAC, disse o engenheiro do Iphan Frederico Almeida.

Não houve intervenções no altar-mor, dedicado a São Bento e que representou a arte barroca-rococó brasileira na exposição Brasil: Corpo e Alma no Museu Guggenheim de Nova Iorque, em 2001, como a peça mais importante da mostra. Esculpido em madeira nobre e folheado a ouro, o altar do século 18 foi restaurado pela Fundação Joaquim Nabuco antes de seguir para os Estados Unidos, num trabalho coordenado pela restauradora Pérside Omena.

“Também há uma pintura renascentista de 1594 doada ao mosteiro em 1870, que retrata São Sebastião, e a imagem do primeiro papa beneditino, São Gregório Magno, eleito em 592 e falecido em 604”, destacou dom Luiz. A igreja abre as portas das 5h30 às 12h e das 14h às 18h30, de segunda a sábado, e das 5h30 às 12h e das 14h às 19h30 aos domingos, sem cobrança de taxa de acesso aos visitantes.

MANUTENÇÃO

Eles avaliaram a possibilidade de implantar taxa de ingresso, como fazem outras igrejas do Sítio Histórico, para ajudar na manutenção da casa. “É difícil a conservação de uma edificação tão grande como essa,. É preciso garantir a sustentabilidade do mosteiro”, afirmou dom Luiz, eleito abade em 6 de dezembro de 2016.

Os monges, diz o abade, têm a obrigação perpétua de rezar missa todos os dias em intenção da alma dos beneditinos fundadores do monastério e dos benfeitores portugueses que colaboraram com a construção do prédio doando terreno e materiais e também com a manutenção do edifício.

Além das actividades religiosas, o Mosteiro de São Bento tem vínculos com a história da educação superior no País. Dependências do convento acolheram, no princípio do século 19, o primeiro curso de direito do Brasil, criado em 1827. E no século 20, abrigou os cursos de agricultura e medicina veterinária, fundados em 1912 e que deram origem à Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)

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