Por:
Costa Pereira Portugal, minha terra
Como nós, os portugueses, o regime colonial
Fez hoje, dia 29 de
Agosto, um mês que Sr. Padre Soares, do Verbo
Divino, partiu para a
sua morada eterna, para junto do Pai celestial
que ele na terra
serviu devotamente, ao serviço da Igreja Católica,
Apostólica, Romana.
Presentes três sacerdotes dessa congregação
missionária se
fizeram representar e concelebram a eucaristia que
assinalou a data
dessa partida que a todos deixou tristeza, mesmo
sabendo que foi Deus
quem o chamou para junto de Si. Somos todos
assim, nas horas
dramáticas não há exceções somos todos semelhantes
uns aos outros, se
houver diferença apenas só aqueles que
são santos
antes da Igreja os
canonizar.
Verdade que ser
sacerdote não é vida fácil e nos tempos que correm
pior ainda, mas o
certo é que são cada vez mais as vocações tardias,
para compensar a
falta dos candidatos aos seminários que encerraram. O
Opus Dei é um exemplo
disso, o Verbo Divino também, e outras Ordens
religiosas e
movimentos que atraem a nossa juventude. Segundo São
Mateus, 18:20, foi
Jesus, quem o disse: “onde estiverem dois ou três
reunidos em meu nome,
aí estou no meio deles”.
Temos portanto motivo
para nos sentimos satisfeitos e felizes com a
vida de cristãos e
dar muitas graças a Deus fé cristã que nos foi
transmitida através
de sucessivas gerações e hoje continua a ser
pratica corrente a
pesar de vivermos tempos difíceis e transtornados
pela indecisão de
certos políticos que se julgam deuses à moda da
antiga Roma, daquela
Roma que acabou com o Império Romano, como nós,
os portugueses, com o
regime colonial.
Recordando duas figuras
notáveis da região Leiriense
Sob o título “Terras do
Lis e de Santo Aleixo da Bajouca” publiquei em 1974 um trabalho monográfico
destinado a participar num concurso de Jogos Florais, então promovido pela
Comissão Regional de Turismo de Leiria, cujo objetivo era honrar o notável
leiriense Francisco Rodrigues Lobo. Foi precisamente, no dia 24 de Abril desse
ano, que na Calçada da Ajuda, em Lisboa, depositei sob registo, nos Correios
ali existentes, esse trabalho. Dado que entretanto se deu a mudança de regime,
o mesmo não chegou a ser publicado. Mais tarde acabei por o divulgar no ELO da
Bajouca, por amabilidade do Sr. Padre Abel dos Santos, um interessante boletim
paroquial onde durante muitos anos fui colaborador assíduo.
Isto vem na sequência de
uma visita que fiz à vizinha freguesia da Ilha, por ocasião de na mesma estarem
em função “as tasquinhas da Ilha”. Terra madre, do famoso bispo, D. Francisco
da Mata Mourisca, que da Diocese de Uíge-Angola é emérito. Nesse trabalho que
escrevi, já lá vão 45 anos, e nunca pensei voltar a falar nele, uma vez que não
é meu hábito, entreter-me a ver águas corredias passar ligeiras. Hoje porem,
achei que merecia fazer um “aparte” e assim fiz. Dizia então, “Terminada a
visita á capela, agora a servir de igreja paroquial, há que iniciar um passeio
turístico pelos diversos lugares e lugarejos da freguesia e paroquia da Bajouca
para melhor apreciar a terra e o labor da sua barrista e hospitaleira gente.
Seguindo a estrada que adormeceu ….a meio do Vale, e que há-de ligar a Bajuca a
Carnide, um conjunto de airosas moradias, contrastando com a casa tradicional,
abre alas para nos deixar passar e ver
nelas o fruto de alguns dinheiro ganho na estranja à custa de muito sacrifício
e saudades da terra-berço”, - isto em Abril de 1974. Um encontro casual que
deu nisto, e origem a uma noticiazinha para recordar a história fecunda e
apaixonante, como a de Francisco Rodrigues Lobo e D. Francismo da Mata
Mourisca.
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