sexta-feira, 6 de setembro de 2019

A “Social democrata” dos bloqueiros


Parece que a dona Catarina (em conluio com a dona Marisa e o Doutor Louçã), anda para aí a apregoar aos quatro ventos que o Bloco é social-democrata. Não é, nem nunca poderá ser. Até pode apregoar - para os incautos – que o Bloco faz parte de uma missão a Marte, ou uma missão às profundezas da Terra, tipo Júlio Verne. Mas apenas para os laparotos, aqueles que conhecem a coisa apenas sorriem.
O Bloco de Esquerda social - democrata? É preciso ter uma grande lata. Mas uma lata do tamanho da Serra da Estrela (pelo menos). O Bloco é um partido “socialista” de origens revolucionárias (PSR, e por aí adiante). Logo, não pode ser social-democrata, porque a social-democracia não defende a revolução. A social-democracia sustenta-se em processos reformadores, não em processos revolucionários.
A História é clara. Rosa Luxemburgo que esteve ligada até ao fim da vida, de forma oculta, ao “grupo de iguais” dos judeus polacos que deram origem ao socialismo polaco, foi líder, juntamente com Karl Liebknecht, da Spartakusbund (Liga Espartáco), percursora do Partido Comunista alemão. Ambos acabaram por ingressar no Partido Social-Democrata alemão.
Lenine também era social democrata nos primórdios. Acontece que tanto Lenine como Trotsky (o grande mentor dos bloqueiros portugueses), entre outros, optaram pela REVOLUÇÃO, Rosa e Liebknecht escolheram os processos reformadores – foram assassinados, com a conivência do regime socialista de então. À época ganharam os revolucionários. Fez-se a revolução, que deu no que deu.
A dona Catarina pode enganar laparotos, brevemente trataremos o assunto com mais profundidade.

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