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| BARROSO da FONTE |
Na edição deste jornal de 9 de corrente
assinei um texto que, como habitualmente, saiu na segunda página. Dei-lhe o
título de «Forrobodó com as subvenções vitalícias». Fundamentei-me num artigo
que um coronel Amigo me remeteu e que, com as facilidades que nos dias de hoje
se podem encaminhar para todos os destinos do universo, me chegou e a tantos
outros leitores desse ciclo de cidadãos que estão atentos à geringonça que se
instalou na sociedade portuguesa e que – pelos vistos – veio para ficar.
Conhecendo bem o posicionamento social,
profissional e político de quem me fez chegar essa informação não hesitei em
comentá-la, citando alguns nomes dos mais sonantes sortudos a quem saiu o
«euromilhões» das reformas vitalícias. Presumo que foi com essa monstruosidade
parlamentar que se iniciou a bagunça, o descalabro e o desnorte da economia
nacional que redundou na bancarrota que eclodiu em 2009.
Dia 22 do corrente recebi um e-mail, do
Dr. Basílio Horta, Presidente da Câmara de Sintra, nos termos em que aqui o
reproduzo, sem mais delongas.
«Acabo
de ler no Jornal de Matosinhos um artigo seu onde escreve que o signatário
acumula a subvenção vitalícia a que tem direito com o seu vencimento de
Presidente da Câmara Municipal de Sintra. Essa informação é falsa e o pagamento
da referida subvenção está suspenso enquanto se mantiver o exercício de funções
autárquicas.
Assim sendo solicito que em tempo útil proceda à correção do seu artigo repondo a verdade dos factos.
Com os melhores cumprimentos. Basílio Horta.»
Assim sendo solicito que em tempo útil proceda à correção do seu artigo repondo a verdade dos factos.
Com os melhores cumprimentos. Basílio Horta.»
Aqui
fica a correção com as naturais
desculpas. E também com os meus agradecimentos pelo facto de, regularmente,
abordar este tema que envolve 332 políticos e que, nunca, nenhum deles me ter
desmentido. Se o tivessem feito não teria escrito o que escrevi.
Convivo
com alguns desses sortudos que trabalharam comigo, enquanto autarcas. Nunca
suportei, enquanto cidadão, essa «prenda» que pode ser legal mas é,
grosseiramente, injusta. Teimarei insistir nesta tecla com exemplos como este.
Por mim e pelo grosso do funcionalismo público. Para não ofender ninguém aponto
o exemplo pessoal: pertenci à geração dos Capitães de Abril, enquanto oficial
miliciano, servindo na ZIN, em Angola, antes do 25 de Abril e com a
especialidade de Ranger. Aposentei-me como director de serviços, com o tempo
completo da Função pública. Cumpri o tempo obrigatório para receber, de
reforma, sensivelmente, metade do que recebe (só da subvenção vitalícia) cada
um dos 332 beneficiários. Pagar o Estado a 332 cidadãos vulgares, por 5 a 7 anos de serviço, o dobro
do que paga à maioria de cidadãos, que cumpriram carreiras idênticas, entre 36 a 40 anos de trabalho, ao
serviço do mesmo patrão (o Estado), constitui uma indignidade democrática que
repugna a quem serviu, sem se servir.
PS
como assinei o mesmo artigo em outros órgãos, incluindo o blogue tempo
caminhado, sinto-me no dever de dar a mesma explicação - BF


Curioso o Sr. Basílio Horta apenas suspendeu. Hoje suspende-se e amanhã embolsa-se novamente. Será assim que faz ou poderá fazer muita gente. O melhor para o Zé Povinho era renunciarem definitivamente. Suspender...
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