As grandes distopias do século XX como Admirável
Mundo Novo (1930) de Aldous Huxley, Mil Novecentos e Oitenta e Quatro
(1948) de George Orwell e Fahrenheit 451 (1953) de Ray Bradbury, possuem
muitos pontos em comum, como por exemplo, descrever por antecipação a
engenharia social que, apoiada no controlo do pensamento e na repressão da
dissidência, garante a unanimidade totalitária.
A obra precursora destas foi Nós (1924), do
autor russo Zamiatine. Não se conhece o nome do personagem. Apenas o nome de
código: D-503.
O Banco de Portugal, na chafarica lusa, resolveu, 95
anos depois, colocar em prática métodos da distopia de Zamiatine, coisa que
deve deixar preocupado qualquer cidadão decente. E então, em vez de publicar a
lista com os nomes dos grandes devedores da CGD, publicou-a, com nome de
código, para, numa atitude totalitária, não dar a conhecer as famílias
incumpridoras!
O comentariado e as “elites” nem um “Ai” disseram,
porque pertencem a esse processo colectivo de vigilância e auto vigilância do
sujeito do Estado! E como pertencem aos do costume, onde as moedas tilintam nos
bolsos, estão-se borrifando para a liberdade e para a decência.
A lista dos grandes devedores da CGD, desde 2007 a
2017, pode ser consultada AQUI, no
site do BP. Mas para que se não perca grande tempo, adianta-mo-la:
012
128
078
018
019
023
107
084
100
122
016
045
107
111
041
088
029
085
093
103
118
Perceberam? É uma distopia do século XXI, onde não
existem Josés, Marias, Josefinas, Anas, Antónios, e por aí adiante.


Sem comentários:
Enviar um comentário