sexta-feira, 14 de junho de 2019

Dia de Portugal e Camões.




Por: Costa Pereira Portugal, minha terra    

A propósito do DIA DE PORTUGAL E DE CAMÔES, escrevi no Noticias de Chaves, a 1 de Junho de 1979, este meu arrazoado: “Mais uma vez o Dia de Portugal vai ser comemorado e efusivamente festejado em todos os cantos onde existam portugueses de têmpera e que o vírus anti -patriotismo não consegui afetar.
Vila Real vai ser este ano o fulcro das celebrações da histórica efeméride, o que para nós é motivo de especial regozijo derivado ao facto do acontecimento pretender mostrar a sua verdadeira imagem, fugindo para tal dos atoleiros da política oportunista de modo a reencontrar-se com a realidade patriótica e camoniana.
Está, portanto, de parabéns a capital da mais generosa e desprezada província deste Jardim à beira mar plantado e de parabéns estão também todos quantos direta ou indiretamente permitiram à Princesa do Corgo festejar com honras maiores o Dia de Camões neste ano de 1979.Bem hajam.
Sejam, pois, bem-vindos a Trás-os-Montes os ilustres mensageiros do lusitanismo, os senhores do mando e aqueles que não acreditaram ainda na pureza e na razão do povo transmontano. Vinde e tomai Camões por conselheiro:

“Vereis amor da pátria,não movido
do prémio vil, mas alto e quase eterno;
que não é prémio vil ser conhecido
por um pregão do ninho meu paterno.
Ouvi: vereis o nome engrandecido
daqueles de quem sois senhor supremo,
e julgareis qual é mais excelente,
se ser do mundo Rei,se de tal gente”

Com a nossa hospitalidade, o nosso bairrismo e a nossa divisa quase josesiana “ Fazer bem sem olhar a quem”,os forasteiros que no dia 1O de Junho visitarem Vila Real sairão dali convencidos de que Portugal jamais deixará de ser PORTUGAL, porque se não houver outros, os com-provincianos de Diogo Cão estão prontos para sozinhos o exigir.
Para finalizar este apontamento resta-me lamentar que o Dia da Raça não tenha merecido por parte da Comissão Nacional das Comemorações do ano passado o mesmo critério d’ agora para com a cidade de Chaves, o que então impediu a gente do Alto Tâmega associar Camões ás celebrações dos XIX séculos da fundação de Aquae Flaviae e de nessa ocasião Trás-os-Montes se ter mostrado a todo o mundo camoniano”.
- Bem, com isto não quero dizer que Trás-os-Montes a partir de então não tivesse reagido e começasse a ganhar forças de forma a que hoje em dia já não seja mais aquela cidadezinha que se deixa embalar por cantigas, e que quando se vê prejudicada regateie e por vezes até consiga atingir os seus objetivos.
Foi uma boa ideia, esta de comemorar a data - que devia antes a corresponder à batalha de São Mamede, e que Barroso da Fonte tanto tem batalhado nesse sentido - pelas diversas cidades do país, a de sair para fora do país. Pois me parece - se ser mais uma forma de caça ao voto. Foi o que me pareceu com o alargamento das comemorações a estender-se a Cabo Verde. Mas posso estar enganado.

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