quinta-feira, 28 de junho de 2018

O IV Congresso de Trás-os-Montes e Alto Douro e a Antologia de Autores dessa região.


Por: Costa Pereira Portugal, minha terra

Não tenho palavras para justificar a minha ausência no Pavilhão do Conhecimento do Parque das Nações, em Lisboa. Mas o facto é que não fui lá em nenhum dos 3 dias que lá decorreu o IV CONGRESSO TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO, promovido pela Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, sediada no Campo Pequeno, nº 50-3º Esq., e presidida pelo dinâmico transmontano Hirondino Isaías. Mas o carinho com que acompanhei e louvei a iniciativa por certo me desculpa a comparência que motivos maiores me impediram de poder assistir. Quando os anos começam a pesar e descarregam os quilos em cima das pernas e não só, dão nisto. Só levados ao colo ou então de carro até onde se precisa ir. Calhou mal porque faltou quem se prontificasse para me satisfazer essa vontade. Bem mais diferente aconteceu por certo com muitos daqueles que desempenados e ainda cheios de genica não compareceram num dos mais extraordinários eventos que nestes últimos anos a Casa dos transmontanos e alto durienses da colónia alfacinha promoveu.
A ele se referiu com rasgado elogio, o Dr. Barroso da Fonte, como vi em Tempo Caminhado, de 16/6, onde relata: "Mas já escrevi que valeu a pena, mesmo que apenas estivessem membros da Casa Regional de Trás-os-Montes, com sede em Lisboa que foi a organizadora. Mesmo assim estiveram figuras representativas das instituições culturais, como da UTAD e do Politécnico de Bragança, autarcas de: Bragança, Miranda do Douro, de Freixo de Espada à Cinta, Vila Real, de Alfândega da Fé, de Mirandela, Carrazeda de Ansiães. Passaram por lá: o Secretário de Estado da Agricultura, o Director-Geral das Florestas, Isaltino Morais, Júlio Meirinhos, Abel Moutinho (de Valpaços), Armando Fernandes Presidente dos Caretos de Podence, Presidente da Associação de Agricultores, Guilhermino Pires, de Murça que fez história com a casa do Soldado Milhões, Jorge Valadares (de Chaves), António Chaves, (de Montalegre), Jorge Lage e Jorge Golias (de Mirandela), Coronel Martins Lopes (de Vimioso) e o Doutor Armando Palavras que ali aflorou laivos da sua Tese de Doutoramento sobre Arte Sacra em Santa Marta de Penaguião. O Secretariado do Congresso apressou-se – e bem – a redigir as conclusões em 9 páginas, que podem encontrar-se na Net. Serão estes alguns dos nomes e dos temas que vão ficar para a História dos quatro congressos Transmontanos, entre 1920 e 2018. Para além das conclusões temos a Antologia de autores”. 
E à volta desta descreve:  “A metodologia dos 145 autores de 35 concelhos da área geográfica que o Rio Douro irmana, onde as confrontações naturais não condizem com as normas administrativas, pode não agradar a todos aqueles que já leram ou vão adquirir e ler este grosso de volume da Antologia. Armando Palavras não se confinou aos 26 concelhos dos dois distritos de Bragança (12) e Vila Real (14). Armamar, Figueira de Castelo Rodrigo, Lamego, Meda, Resende, S. João da Pesqueira, Tabuaço, Tarouca, Vila Nova de Foz Côa e Sernancelhe são dez concelhos que pertencem à Beira Alta. Mas situam-se na margem esquerda do Douro. E as características do solo e do subsolo identificam-se mais com Trás-os-Montes (Terra Fria e Terra Quente) do que com a Beira Alta. A revisão administrativa de Relvas, em vez de reconciliar a história, respeitando-a e promovendo-a, destruiu a ancestralidade orográfica, histórica e moral das freguesias Portuguesas”.   
Que estive atento e apontei nomes que também gostava de ver incluídos na Antologia, sabe-o bem o Doutor Armando Palavras pois lhos apontei. Também não posso falar se constam ou não uma vez que ainda não vi a obra e apenas só pelas boas referências aqui a cito. Mas tem forçosamente que ser trabalho digno de figurar nas melhores bibliotecas garanto.

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