O discurso
de Pedro Passos Coelho, no Congresso do PSD, foi realista e verdadeiro. Disse: "Não
falhámos ao país". Acrescentou: "Chega ao fim um ciclo longo em que
cuidei do PSD e em que contei com uma colaboração sem limites, se tivesse de
agradecer a todos que me ajudaram estes anos teria de demorar muito mais
tempo".
“Hoje, mais
importante do que tudo é falar sobre o futuro do partido e não do passado”.
"Quisemos
ser um partido próximo da realidade sem dogmatismo sem nos gabarmos de termos a
resposta certa, a resposta para todos os problemas. Não procurámos respostas
artificiais. Procurámos em cada momento encontrar o caminho certo".
"Hoje
temos uma solução que do ponto vista político não oferece grandes dúvidas. Temos
um governo centrado no curto prazo, que tem de fazer a espargata para agradar a
todos".
E invocou Francisco
Sá Carneiro, fundador do partido, numa intervenção no parlamento: "falaria
pouco de ideologia, mesmo pouco de Abril, mas que com trabalho, modestamente,
faria o melhor de si próprio para realizar esse ideal que o país
acalentava".
Passos
relembrou aquela intervenção que o marcou: "Eu achei isto muito marcante
porque nessa época havia muita gente a falar sobre o que se tinha de fazer, mas
que não faziam. Havia muita gente a falar sobre direitos, que não eram
alcançados".
"Primeiro
respondia-se aos problemas das pessoas e não aqueles que se julgavam donos de Abril.
E estivemos à altura da tarefa, por isso posso hoje dizer que me sinto não
realizado, mas feliz por pertencer a um país reformista, realista é também um
partido que rejeita os vanguardismos, as excursões reacionários e
revolucionárias. Que sobretudo respeita as pessoas".
Mas também invocou a Bancarrota de 2011.
Mas também invocou a Bancarrota de 2011.
E, dirigindo-se a Rui Rio, disse: "Estou
aqui como um soldado a contribuir para a união do nosso partido e para que os nossos
resultados sejam aqueles que ambicionares, e tenho certeza de que ambicionas
muito para o nosso partido, porque ambicionas com certeza muito para o nosso
país".

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