domingo, 18 de junho de 2017

Portugalinho manipulado

"BLOCO CENTRAL" TSF . Marques Lopes e Adão Silva

As técnicas de manipulação bolchevique são conhecidas. Utilizaram-nas na CONCRETIZAÇÃO DA “GRANDE EXPERIÊNCIA” de transformação social e politica na Rússia (na antiga URSS).
O Estado bolchevique investiu muito para fazer da ciência um tema de interesse popular. Podendo mesmo dizer-se que esse esforço, foi, de certa maneira, sincero. Pretendiam que a União Soviética fosse o primeiro Estado do mundo gerido cientificamente. Até porque Marx havia prometido que a ciência, à medida que se desenvolvesse e aglutinasse sob o socialismo, melhoraria a espécie humana (foi a interpretação que fizeram).
Para isso manipularam a opinião pública, com palestras, artigos de revistas e livros, reuniões, escritos jornalísticos, numa azáfama tal, passando mais tempo na rua e nos locais dos simpósios e do trabalho, do que em casa. Walter Benjamin deixou-nos um retrato “fotográfico” desses tempos soviéticos nos seus fragmentos.
Aqui, no nosso Portugalinho, viveu-se um tempo parecido no consulado de José Sócrates e do seu bando. Em que os amigalhaços da comunicação social, pagos a ouro, o apresentavam como dotado de qualidades raras (que nós nunca vimos) – combativo, dinâmico, reformador, carismático, e por aí adiante. Ninguém disse que era o malabarista que foi.
E vive-se agora também, neste tempo de António Costa. Cujos amigalhaços da comunicação social (do tempo da bandalheira socrática), também pagos a ouro, lhe atribuem qualidades (que nós não vemos) como o “politico mais dotado da sua geração”, de possuir uma “incomparável habilidade politica” e uma “insuperável capacidade para fazer pontes e estabelecer consensos”, e por aí fora.
Não tivesse ele alma “socrática” e não fosse acompanhado por bolcheviques e Mencheviques.
Por isso andam todos felizes ... antes do trambolhão.
Porquê? Perguntarão alguns. Porque a manipulação nos jornais amigos é diária.
Primeiro foi o défice que desceu de 3% para 2,1%. Não referem, contudo, que isso apenas se deveu ao termos conseguido sair da BANCARROTA em que o PS nos havia colocado em 2011, conseguindo que o défice descesse de cerca de 11% (2011) para cerca de 3% (2015), mesmo com o BES a rebentar-lhes (ao anterior governo) nas mãos!
Depois foi a subida do emprego. Quando esta (são os números que o dizem) se iniciou em 2013.
A seguir foi a atitude da agência de rating a passar a divida de estável para positiva. Quando, na verdade, isso sucedeu em 2014 quando a Troika saiu do país porque o governo havia cumprido o memorando. Nessa altura também passou a divida de estável para positiva, baixando-a de novo, quando esta governança assinou aquela papelada.
Claudia WallinMas os comentadores como comem todos da mesma “gamela”, e contando com a fraca memória da gente vulgar (do tipo da taberna), abençoam Costa e os camaradas. Ao ponto de nenhum ter visto mal algum nas recentes nomeações, tanto do amigo do dr. Costa, como dos familiares do sr. César! E nenhum notar que os bolsos dos portugueses estão iguais aos do ano de 2011.
Todas as noticias do bom desempenho económico do país são de louvar. Mas esse esforço deve-se sobretudo, a quem tirou o país da BANCARROTA. Porque tudo isto é efémero. Nada disto é consistente enquanto se não fizerem as reformas estruturais. Que impeçam que apenas haja algumas famílias felizes como a do sr. César, que impeçam as nomeações dos amigos dos politico, que impeçam as medidas FASCISTAS como o congelamento das carreiras iniciada em 2005/6.
Tornar a Administração Pública transparente, tornar os procedimentos correctos e justos - éticos; aniquilar a corrupção.

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