terça-feira, 27 de junho de 2017

A tragédia de Pedrógão e uma imprensa imbecilizada


A tragédia de Pedrógão Grande veio confirmar o que as pessoas sérias da Pátria já sabiam há muito.

1 – Que temos uma imprensa fútil, de propaganda governamental (como no tempo de José Sócrates – que levou o país à BANCARROTA e no tempo dos sovietes como o demonstra André Malraux em 1933, quando trata da revolução chinesa na sua ficção A Condição Humana) e imbecilizada. Mais, uma imprensa manipuladora, que torna os leitores imbecilizados e burros de carga, como diria Junqueiro no século XIX.

2 – Uma governança incompetente e um Estado corrupto.

Quanto ao primeiro ponto, desde a primeira hora, esta imprensa acrítica e imbecilizada, procurou desculpabilizar o governo e o Estado.
Começou por atribuir a tragédia a causas naturais (trovoada seca), depois das declarações da Policia Judiciária. E mesmo depois das declarações de especialistas em meteorologia, onde se afirmava que o incêndio havia começado cerca de três horas antes da tal trovoada, insistiram. A coisa não pegou porque o comandante da Liga dos Bombeiros veio, três dias depois, assumir que as causas seriam criminosas. Mas não interessava abordar as causas do costume para não beliscar o governo e Costa: madeireiros, pirómanos e planeamento do território.
Como esta causa natural não pegou, havia que encontrar outro bode expiatório. E qual não foi o nosso espanto, quando iniciaram uma campanha execrável em relação à GNR (Guarda Nacional Republicana). Nesse Sábado fatídico, ao que se sabe agora, em Pedrógão estavam destacados três elementos! Mais, estavam sujeitos a ordens! De quem? Da Administração Interna. Como diz o vulgo, do governo.
Esta forma escabrosa de tentar desculpabilizar a incompetência de um governo e de um Estado inexistente (como já foi analisado por vários articulistas sérios) é de bradar aos céus. Sobretudo porque o objectivo é não beliscar Costa. Aliás, o episódio que tudo isto comprova, passa pelo jornalista do  El Mundo (e ao que parece, agora também do Le Monde - ouviu-se na TSF) que escreveu sem apelo nem agravo sobre o fim da carreira politica de Costa. Não faltaram os jornalistas imbecis do torrão luso a especularem sobre o passado do mesmo. Podem ficar descansados que continuarão a ser pagos a ouro, porque Portugal não é nenhum país nórdico, melhor dizendo, civilizado …
O próprio presidente Marcelo com os seus afectos, no teatro de operações e colete de bombeiro, se virou para as câmaras dizendo que se tinha feito tudo o que era possível! Que chatice, vinha agora esta tragédia estragar este optimismo (esta felicidade!) estupidificado, bacoco do autóctone lusitano (macho e fêmea). 
Também não convinha criticar o SIRESP, para deixar Costa em paz. E quando a este organismo se referiam, faziam-no adicionando-lhe culpabilidades sociais democratas (!)
Só mesmo em repúblicas das bananas!
A actriz de teatro Catarina e o soviete Jerónimo desapareceram. Nem rasto se lhes viu. Não seria aconselhável, neste momento, criticar a governança de Costa. Até porque nestes casos não se pode dissimular … as pessoas levariam a mal.
Quanto ao segundo ponto, nem uma palavra sobre a verdadeira causa desta tragédia: a corrupção do Estado (ainda hoje foram detidas seis pessoas da Segurança Social por corrupção).
Mas para alguns dos do costume, o que é isso do Estado? Somos todos nós, dizem, com aquele argumento bronco que levou o país a este estado - desculpabilizando os patifes. Pois somos, mas o Estado é constituído por uma Administração com pessoas concretas, que prevaricam prejudicando os seus concidadãos, ficando impunes. Onde existem várias “famílias César”, e ladrões que por aí andam à solta, causas incontornáveis das várias Bancarrotas do país.
A contrastar com tudo isto, bastou que Passos Coelho fizesse um comentário, baseado em fonte que conhecia o terreno, mas que o induziu em erro, para esta imprensa imbecilizada lhe cair em cima, como gato em bofeira! Só que Passos, depois de rectificada a coisa, pediu desculpas, Costa continua impávido e sereno como se a sua governança nada tivesse com o caso.

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