sexta-feira, 24 de março de 2017

A offshore das esquerdas portuguesas

Já a Europa se afastava de Estaline, com Raymond Aron na primeira linha, e Sartre dedicava versos a esse facínora. Os verdadeiros tipos das esquerdas são assim. Sabem que um criminoso enviou para os Gulag mais de 20 milhões de pessoas, mas continuam reverentes incondicionais ao monstro. E as esquerdas portuguesas do seu alto pedestal, com a sua “superioridade moral” embarcam nos esquemas que criticam a outros.
Raymond AronAs esquerdas portuguesas sabiam dos sarilhos da CGD (como sabem da lista dos que a arruinaram), mas tudo fizeram para que não fossem reveladas todas as verdades que envolvem o processo de recapitalização da mesma. E aplaude, como Sartre, esse plano de reestruturação de fechamento de 200 balcões e o despedimento de cerca de 2500 funcionários (dos melhores do país). Mas ao mesmo tempo, com a hipocrisia que lhes vai no sangue, fingem que nada sabiam. E fingem-se enormemente preocupados com o serviço público da instituição e com o despedimento desses funcionários de alta qualidade. E aceitam sem delongas que o tal “banco público” seja sujeito a uma privatização dissimulada, quando concordam com a emissão de obrigações perpétuas para investidores institucionais. Ou seja, um empréstimo permanente de investidores privados relevante – 930 milhões. Mas há mais. Presume-se que estas operações (por vantagens fiscais) se farão no Luxemburgo – um novo tipo de Offshore que as esquerdas portuguesas apadrinham.

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