segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Aspectos da religiosidade periférica nos séculos XVII e XVIII

Os grandes patrocinadores da maior parte da arte religiosa periférica foram as populações das freguesias, reunidas em confrarias ou irmandades, orientadas pelo juiz da igreja, grande parte das vezes o pároco da freguesia. No caso da Região Demarcada do Douro, com esmolas retiradas do produto agrícola de maior rendimento: o vinho.
Uma das principais funções das confrarias paroquiais era a manutenção da igreja paroquial e do culto. Os confrades quotizavam-se anualmente para pagar as obras e despesas da igreja e revezavam-se para conservar os altares em ordem.
Reavivando a fé, a piedade e o culto religioso, as irmandades da região, como quase todas, dispunham de templos, capelas próprias, ou altares dos respectivos patronos, nas igrejas paroquiais. Esta mentalidade religiosa insere-se dentro de um contexto contra-reformista que incutia o culto dos santos e das relíquias, as peregrinações e as devoções em geral.
O papel destas irmandades foi fundamental no aspecto artístico. Tantas vezes se comprometeram com a fundação das várias capelas ou ermidas dispersas pela região. Porém, outros se envolveram neste processo de patrocínio.

Este estudo pode ser consultado aqui



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